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domingo, 14 agosto 2022
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Loroza: o primeiro brasileiro no espaço

Quem acompanhou/acompanha o movimento de influenciadores digitais colocando em evidência personalidades negras importantes como o dono deste artigo Sérgio Loroza? Figuras como Roger Cipó e AD Junior estavam envolvidos nesta que foi uma ação do tipo “dá pra acreditar que alguém como SÉRGIO LOROZA não tem (na época) nem 100 mil seguidores?!” Eu acho muito louco e inclusive continuo achando porque o próprio AD faz conteúdos importantíssimos e que envolvem muita pesquisa, mas não tem a mesma visibilidade de outros cuja cor não vou nem te falar. Mas outro dia a gente fala disso. O assunto aqui é: Sérgio Loroza foi pro espaço.

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O Afronauta e o Programa Espacial da Zâmbia

Serjão Loroza, que é um artista plural, além de empreendedor, acaba de lançar a faixa “Afronauta”. Como sua carreira vem de longa data e ele não dá ponto sem nó, o artista também participou do programa The Masked Singer Brasil justamente como… astronauta, claro.

Loroza é do time do trabalho conjunto. Também pudera, né. Só quem já abriu muitos caminhos por aí sabe da importância de ter os seus ao seu lado. Por essas e outras, a faixa envolve grandes compositores: Doralyce, Jonathan Ferr, Pedro Amparo e Douglas Bastos. A faixa é uma parceria com Pretinho da Serrinha.

Misturando referências do Egito Antigo ao sci-fi, com algumas reflexões acerca do autoconhecimento, a criação da narrativa do audiovisual, assinada por Jonathan Ferr, que é de Madureira, como ele, foi pautada pelo afrofuturismo.

Ah e a inspiração para a faixa é real: Serjão conta que a criação surgiu a partir do Programa Espacial da Zâmbia, que em 1960 pretendia levar a primeira mulher negra ao espaço. No fim das contas, quem acabou indo ao espaço foi ele…

Serjão Loroza & Pretinho da Serrinha em o Afronauta

Outras questões abordadas por Loroza foram as as potencialidades de Madureira e da vontade sentida por uma pessoa vinda da favela de alçar grandes voos. Loroza pontua que o bairro carioca representa todas as periferias, inclusive a global, como guetos da América Latina e da África, e que a letra busca valorizar quem vem desses lugares. “Eu acho muito importante voltar os olhos para essa galera, que é tão potente – tem muita gente muito boa de onde eu venho”, ele afirma.

Por isso, ele também tem se dedicado muito ao empreendedorismo. Dono da cachaça DoLoroza, ele pretende alçar novos voos também nos negócios e impulsionar carreiras negras no caminho. E já dá a letra: também vem mais som por aí.

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