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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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Diddy muda de nome (de novo) para “Love”

Diddy altera seu nome legalmente e diz que, daqui pra frente, só responde a quem o chamar de "Love" ou "Brother Love".

Diddy mudou de nome outra vez e isso meio que já nem é mais novidade, né. Mas essa é uma prática relativamente comum entre pessoas negras. Malcom X, por exemplo, adotou o “X” por se recusar a usar o nome de escravizado que lhe foi atribuído, afinal, perdemos nossos verdadeiros sobrenomes como um dos legados da escravidão. Por aqui, isso também tem sido visto como um ato de resistência: Tago Elewa, por exemplo, que está sempre no nutrindo com ditados de diferentes culturas do continente africano, não compartilha seu nome de registro nas redes sociais.

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De Diddy para Love (ou “Brother Love”)

Mas o caso de Diddy é diferente, pelo menos desta vez. Ele fez a alteração legal. Ele compartilhou em suas redes sociais que seus documentos foram alterados.

Love, anteriormente Diddy, compartilhou em suas redes sociais sua nova carteira de habilitação, com a alteração legal de seu nome.

No Brasil, a Legislação permite que a alteração de nomes aconteça, somente em casos de exceção e a pessoa interessada precisa provar sua motivação (Lei 6.015/73, Artigo 57). E, mesmo sabendo que dificilmente a lei está do nosso lado (e, quando está, é por muita luta dos movimentos sociais), temos casos por aqui também. O, entre outras coisas, rapper Parteum é um deles.

Quanto a Love (antigo Diddy), ele já teve outros nomes: Puffy, Diddy, Puff Daddy. Mas ele diz: “Não sou mais quem era antes.” Por isso, ele anunciou que agora só atende pelos nomes “Love” ou “Brother Love”.

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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