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terça-feira, 25 janeiro 2022
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Teatro das Oprimidas será lançado virtualmente por CTO

Focada no trabalho com mulheres, negros, comunidades indígenas e LGBTQIA+, instituição apresenta “ Vozes da favela” com performances artísticas inéditas.

O projeto Teatro das Oprimidas, atuante direto na linha da Educação e Direitos Humanos, lança 19 de junho uma ocupação artística-virtual gratuita com o patrocínio da Petrobras através da Lei de Incentivo à Cultura do RJ. A abertura da programação será às 10h45 com o “Café Feminista”, cuja mediação é feita por Maiara Carvalho, coordenadora do projeto. Em tom de bate-papo, a conversa envolve as mulheres participantes do projeto que abordarão temas centrais como feminismo, negritude, favela e arte.

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Com direção artística de Barbara Santos, produção de Cria das Oprimidas e texto e interpretação de Alessandro Conceição, Gabriel Horsth, Jucieni Oliveira e Marcelo Vitor, a partir das 14h será apresentada “Vozes da favela”, quatro performances artísticas inéditas onde os participantes falam de suas vivências dentro das comunidades em que vivem.

Para celebrar a atuação popular dos 10 grupos teatrais ligados ao Centro de Teatro do Oprimido será lançado às 19h o teaser que traz uma homenagem aos grupos e às mulheres que criaram o CTO. Toda programação estará disponível nas redes sociais da instituição.

“O Teatro das Oprimidas é resultado da necessidade de desenvolver produções teatrais nas quais as mulheres não sejam culpabilizadas pelas violências machistas que enfrentam, e de ampliar a participação de artistas-ativistas como facilitadoras desses processos de produção e do diálogo com o público nas sessões de Teatro Fórum” reitera Bárbara Santos, criadora da metodologia.

O lançamento das atividades do projeto marca a nova parceria do CTO com o patrocínio da Petrobras através da Lei de Incentivo da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que será desenvolvido no período de maio de 2021 a abril de 2023. As ações serão distribuídas em municípios da Região Metropolitana como Duque de Caxias, nas comunidades e bairros no entorno da REDUC (Refinaria Duque de Caxias); São Gonçalo e Itaboraí, cidades situadas na área da COMPERJ (Complexo Petroquímico do RJ) e que também fazem parte da APA(Área de Proteção Ambiental de Guapimirim); Niterói; Nova Iguaçu; 6º Maricá; e também no interior do estado, na cidade de Macaé (Região da Bacia de Campos); além do município onde localiza-se a sede do CTO, o Rio de Janeiro.

Desde 16 de março de 2020, o CTO conta com um novo colegiado gestor composto por duas mulheres negras e uma “bicha preta favelada da Maré”. Eloana Gentil, Maiara Carvalho e Gabriel Horsth passam a gestar esta instituição que foi fundada em 1986 e que agorabconta com a força, empoderamento, conhecimento e potência dessas três pessoas oriundas de favelas e que começaram nos grupos do CTO, através de projetos apoiados pela Petrobrás.

Tendo por objetivo a transformação do mundo, o CTO segue essa máxima começando o movimento a partir de dentro para, assim, contribuir com a transformação da sociedade. Isso demostra como os pressupostos pautados pela instituição – que são o debate antirracista, anti-machista e anti-homofobia – não ficam apenas no discurso, mas se estendem à prática cotidiana.

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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