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domingo, 05 dezembro 2021
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O herói de um povo

Quem nunca quis se ver em um herói? Quem nunca quis acreditar que tinha um super poder? Foi exatamente isso que Chadwick deu para população negra, um herói real e fiel até o fim

Se procuramos no dicionário a palavra atuar, ela significa “desempenhar um papel, representar”. Só se sabe o valor dessa representação quem cresceu com a falta dela: quem sonhou em se ver, em acreditar que era um super-herói com poderes especiais, mas que foi barrado porque, nas telonas, ninguém se parecida com você. É difícil explicar representatividade para quem teve. Quando penso no peso da representação, penso em Chadwick Boseman.

A carreira de Chadwick Boseman em imagens

Quando foi anunciado que a história de T’Challa seria adaptada para uma produção cinematográfica, houve uma comoção de jovens, crianças, adultos, da comunidade nerd/geek e de pessoas que nem sequer tinham contato com esse universo, mas reconheciam a importância de um herói negro.

Pantera Negra e Chadwick se fundiram: não é uma relação de ator e personagem, é um vínculo entre a história de um povo, entre o recomeço, entre as infinitas possibilidades existentes para sonhar e conquistar. O sentimento que as crianças pretas tiveram ao se verem na telona, que puderam acreditar que são heróis e que são mais que as cicatrizes é algo imensurável.

A dor da perda se mistura com a gratidão por ter tido um herói real, de carne, osso e pele negra para se inspirar. O Rei de Wakanda está presente, em cada criança que se divertiu com o filme, em cada jovem que se emocionou, em cada adulto que se deixou levar pelo sonho de poder se ver. Boseman lutou dentro e fora do cinema. Com garra, travou uma guerra contra um câncer avançado, mas continuou com o seu trabalho e não decepcionou, não se deu por vencido e não será esquecido. Como diria Emicida “Com a garra, razão e frieza, mano se a barra é pesada, a certeza é voltar, tipo Pantera Negra.”

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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