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segunda-feira, 17 janeiro 2022
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TRAP É TRAP

Trap é funk ou funk é trap? Afinal, o que é o trap? Esse novo ritmo que segue conquistando fãs e criando uma nova essência.

A música é o ritmo da vida, é história, arte e resistência. Da vontade de representar uma cultura nasceram os estilos que abraçam as pessoas dos mais diferentes tipos. Em um país cheio de diversidade é claro que teríamos uma infinidade de ritmos e estilos, e dos clássicos é que nascem novas batidas que marcam uma geração. Da união do rap e do funk temos o trap, que é o estilo dos anos 2000 com aquela essência que marcou os anos 80 e 90.

O mix de estilos

Essa união de funk e rap aconteceram aqui no Brasil, mas trap começou mesmo lá em Atalanta, nos Estados Unidos. Com um beat diferenciado, carregado de melodia e graves robustos. O nome foi escolhido para falar da vida dos traficantes, que produzem e vendem drogas em casas chamadas “trap”, a tradução da palavrara também significa armadilha. Entretanto como tudo ao nosso redor, o trap vem resinificando, aborda o racismo, a desigualdade social e a volta por cima de pessoas periféricas.

O estilo se consolidou com os beats com os sintetizadores da música eletrônica, que pode ser produzido em aplicativos de computador e celular. Essa praticidade contribui diretamente para o “boom” do trap. Lá em 2013 alguns canais do YouTube começam a se aprofundar nessa nova tendência, com um conceito herdado do afrofuturismo e batidas que aos ouvidos desatentos podem ser lidas como descompromissadas, mas são feitas com muita atenção.

https://todosnegrosdomundo.com.br/bixop-o-norte-americano-que-respira-rap-brasileiro/

Desse modo artistas como T.I., Gucci Mane e Young Jeezy começaram a chamar atenção. Além disso, o trap trouxe uma nova moda, as tatuagens no rosto. O estilo se mistura com o lifestyle, aqui o vale é o agora, o prazer, as sensações e a liberdade do dia de hoje.

Nascimento do trap em território nacional

Sabemos que o trap imigrou pela internet, mas saber onde de fato ele se consolidou aqui no Brasil é um pouco mais difícil. Era o ano de 2015 quando Raffa Moreira lançou “Fiat 1995”, junto com Dreyhan e Kyn, em Guarulhos, região da grande São Paulo. A música conta a história de uma batida policial motivada pelo racismo.  As produções de Raffa se voltaram para a “purple drank”, droga a base de codeína, com ligação ao cenário do trap nos EUA. 

Porém, em 2014 aconteceu o evento Red Room, na cidade de Vitória (ES), realizado por Naio Rezende. Em 2016 Baco Exu do Blues rouba a cena com a faixa “Sulicídio”, em parceria o recifense Diomedes Chinaski, assim nasce o “rap sujo proibidão”.

Então não podemos dizer onde o trap nasceu aqui no Brasil, mas temos uma certeza: a tendência veio pra ficar e tem a benção dos mestres. Racionais é símbolo do rap e já cantaram a letra, o trap tem potencial.

Trap tem a benção de outras gerações

Em 2018, KL Jay e Ice Blue admitiram que o trap é uma referência da atualidade. “A missão musical hoje é sensibilizar. Antes era conscientizar”, disse Ice Blue. “Hoje o que eu tô ouvindo é Migos, Travis Scott e focado em terminar meu disco que tem músicas nesse estilo, que estou estudando para fazer, como o Brown fala, ‘algo sempre surpreendente’.”

O Brasil registrou um aumento de 50% do consumo de trap, entre 2016 e 2019, pelas plataformas de streaming. Danzo, cantor de trap brasileiro, ressalta o valor que a música tem na sua vida individual e o seu papel no coletivo. “É como se fosse o meu lar, a minha casa”. A música pra mim é a salvação. Eu me joguei e foi onde me identifiquei hoje em dia o pessoal me conhece graças ao trap. Nunca perdi a essência da periferia, as coisas da favela que a gente sempre quer levar.”

Labbel Records

Labbel Records é o selo da Boogie Naipe voltado para o Trap.

E esse papo de trap é sério, a Boogie Naipe, produtora dos Racionais MC’s iniciou os trabalhos com o selo da Labbel Records, totalmente voltado para esse estilo, com artistas de peso, com o Danzo, já citado na matéria, Yunk Vino, Alt Niss, Duquesa, e Neo E fique ligado, teremos mais matérias sobre essa nova moda que veio para ficar.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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