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sexta-feira, 27 maio 2022
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Safira Moreira se mostra avessa à ideia de dar voz a pessoas negras: “As vozes estão aí há séculos, o que não ‘deram’ foi a escuta”

Ao ser questionada pela Harper’s BAZAAR sobre a importância de dar voz a pessoas negras, a diretora, roteirista e fotógrafa Safira Moreira defendeu o que muites têm dito há anos: nós sempre tivemos vozes. A quem vocês estão escutando?

Dona da plataforma Olhares Negros, que reúne arquivos antigos de famílias negras, Safira falou também sobre “Travessia”, seu curta-metragem que lhe rendeu a abertura do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam 2019 e aborda questões como a apagamento histórico da população negra no Brasil.

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Safira Moreira

Safira Moreira nasceu no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador (BA), em 1991. Há anos trabalha com imagens de pessoas negras, ao redor de uma política da memória. É diretora de fotografia, diretora e roteirista. Formou-se em cinema na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Roteirizou, dirigiu e montou seu primeiro curta-metragem “Travessia”, premiado em diversos festivais nacionais e internacionais. O filme foi distribuído pela Vitrine Filmes, em 2018, e filme de abertura do Festival Internacional de Rotterdam, em 2019.

Dirigiu a fotografia do curta “Eu, minha mãe e Wallace” (Irmãos Carvalho), premiado como Melhor Filme pelo júri popular do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e do longa-metragem “A Matéria Noturna” (Bernard Lessa), premiado como melhor filme na mostra Futuro Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Em 2019, roteirizou e dirigiu a série documental “Iyas Idanas – Mulheres da Cozinha”, em fase de finalização. Em 2020, lançou a série “Olhares Negros” no IGTV (Instagram). Está em processo de desenvolvimento do seu primeiro longa-metragem, “Cais”, premiado no Fundo Avon Mulheres do Audiovisual e no Rumos Itaú Cultural. Em 2021, dirigiu o curta-metragem “Alagbedé” e a websérie “Nebulosa”.

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Thais Senahttps://todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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