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terça-feira, 18 janeiro 2022
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Os poucos ídolos que temos

Olhando e sentindo a comoção pelo falecimento de bell hooks, me lembrei de outro momento: a morte precoce de Chadwick Boseman. Toda vez que um ídolo preto parte, é como se um parente tivesse ido. Claro que é difícil perder personalidades grandiosas, mas além disso tem o fardo de saber que é muito mais trabalhoso uma pessoa preta se tornar um ídolo.

Talvez tenhamos poucos, porém não por falta de talento e sim de oportunidade. Chadwick Boseman faleceu aos 43 anos e estava no auge de sua carreira, porque a chance de interpretar um herói chegou mais tarde e virou um legado para uma geração inteira.

Os ídolos são muito importantes na construção da personalidade. Quando falamos em autoestima das crianças, por exemplo, uma das questões é elas não se reconhecerem, não poderem admirar um personagem e ainda falar “ele se parece comigo”. Com o passar dos anos, essa necessidade também se mostra presente.

O herói de um povo

Adultos também precisam de ídolos

bell hooks era, e ainda é, um porto segura para muitas mulheres negras, passando do título de ídolo, ela representava um guia nessa vida cheia de padrões e imposições. Assim, os adultos também querem seus ídolos para poder se apoiar, se inspirar e quem sabe acreditar um pouco mais.

“Eu não terei a minha vida reduzida. Eu não vou me curvar ao capricho ou à ignorância de outra pessoa. Saber ser solitário é fundamental para a arte de amar. Quando conseguimos estar sozinhos, podemos estar com os outros sem usá-los como formas de escape”

Bell Hooks

Câncer de Cólon: O que é a doença que levou Chadwick Boseman?

Esse foi um período de perdas, podemos citar Ismael Ivo, o ídolo do balé nacional que nos deixou muito cedo; o cantor Cassiano, que inclusive merecia um reconhecimento maior.

Os ídolos continuam vivos por meio do seu legado, mas é sempre difícil se despedir sabendo que para a comunidade negra um ídolo pode representar muito mais.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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