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terça-feira, 18 janeiro 2022
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Faces de um Brasil Contemporâneo oferece ações formativas

Faces de um Brasil Contemporâneo promove ações formativas que vão até o mês que vem.

Faces de Um Brasil Contemporâneo é um dos projetos de 2022 a ser lançado pelo Centro de Referência museu Casa Mário de Andrade pensando em ações afirmativas de causas sociais com pautas como questões indígenas e afro-brasileiras.

Há algum tempo a frase já batida de Angela Davis “não basta não ser racista, é preciso ser antirracista” vem sido professada país afora, como se essa fosse uma questão facilmente resolvida ou ainda como se fosse fácil apontar quais ações podem ou não ser consideradas antirracistas.

Este projeto, que acontece entre janeiro e fevereiro, tem como intenção promover debates com diferentes convidados e participantes.

“Um investimento em você é o que paga os melhores juros”, diz Scilla Owusu, produtora e diretora audiovisual que lança um documentário sobre uma comunidade de pescadores em Gana

Faces De Um Brasil Contemporâneo

O projeto Faces de um Brasil Contemporâneo envolve palestras que acontecerão em 19 e 26 de janeiro, 2 e 9 de fevereiro, sempre às quartas, das 19h às 21h, com convidados como Márcia Kambeba, Daniel Munduruku, Tadeu Kaçula, Victor Kinjo, Bento Andreato.

Ao longo do ano, Faces de um Brasil Contemporâneo busca valorizar a diversidade identitária brasileira por cursos e palestras que promovam a acessibilidade de artistas e escritores vindos de grupos desprivilegiados da sociedade. Também é um caminho para apontar contrapontos e sugerir atualizações do que seria a Semana de Arte Moderna se ela fosse realizada nos dias de hoje. 

No evento de lançamento, on-line pelo Zoom e com inscrição aberta até 19/01 neste link, a mediação será feita por Marcelo Tupinambá, coordenador da programação cultural da Casa Mário de Andrade. As atividades estarão divididas da seguinte forma:

  • 19/01, o tema Artes e literatura indígena contará com a participação de Márcia Kambeba, indígena do povo Omágua/Kambeba, ouvidora geral da Prefeitura de Belém (PA) e escritora, e Daniel Munduruku, escritor e professor paraense, pertencente ao povo indígena Munduruku, e doutor em Educação pela USP;
  • 26/01, o Patrimônio afro-brasileiro será debatido por Tadeu Kaçula, sociólogo, pesquisador e escritor, e Abilio Ferreira, jornalista e coautor de livros como o “Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata” (2019);
  • 2/02, Arte urbana e grafite como expressão artística contemporânea será o tema central da conversa entre Artur Spada, empresário e diretor do bloco carnavalesco Bateria Bem Bolada, e Bento Andreato, sócio da Andreato Comunicação e Cultura e diretor executivo do Almanaque Brasil;
  • 9/02, o tema Artes, performance e cultura LGBTQIA+ reunirá Victor Kinjo, compositor, cantor e pesquisador pós-doutor no IEA-USP/ Centro de Síntese USP Cidades Globais, e Lufe Steffen, cineasta, roteirista e jornalista que vem produzindo obras ligadas ao público LGBT desde os anos 1990.

    E, para iniciar a parte das ações formativas, Faces de um Brasil Contemporâneo traz o curso Panorama do cinema indígena, voltado à análise das produções cinematográficas realizadas por diretores indígenas. A cada encontro, um cineasta indígena convidado (a) fará uma breve apresentação profissional, seguida da exibição de trechos de seus filmes.

    As aulas estão programadas para os dias 20 e 27 de janeiro, 3 e 10 de fevereiro, quintas-feiras, das 19h às 21h, pelo Zoom, e com a mediação de Cristina Flória, especializada em Gestão Cultural pelo Senac/SP, cientista social pela PUC-SP e dirigiu o documentário Piõ Höimanazé – a mulher Xavante em sua arte. A inscrição fica aberta até 19 de janeiro (link). Para mais detalhes sobre os (as) convidados (as), clique aqui.Para mais informações sobre o museu e sua programação, acesse o site.

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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