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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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O universo afrodiaspórico na Bienal Sesc Dança  

Em sua 12ª edição, o evento aborda a diversidade e luta do mundo afro

Entre os dias 2 e 10 de outubro a 12ª edição da Bienal Sesc Dança será realizada no formato digital. Além disso, o evento embarca no universo afrodiaspórico, buscando a pluralidade no mundo da dança.

A programação é gratuita no Sesc Ao Vivo e no canal do YouTube. As informações adicionais estão no site oficial.  

Para mostrar os efeitos do racismo estrutural, Jaqueline Elesbão, de Salvador, traz Despacho Deferido. Nesta obra, a bailarina e ativista une capoeira, projeção e tradições culturais afro-brasileiras para escancarar os preconceitos vividos. Dessa forma, se tona um relato pessoal, mas com o qual muitos podem se identificar.

Na Fresta da Certeza, o Vermelho Escuro, de Luciane Ramos-Silva, também são exemplos da luta feminista.

Com um reflexão atual, IKU, do Núcleo Ajeum, de São Paulo, criou uma obra para entender sobre as mortes em tempos de pandemia, principalmente das vidas negras. O coletivo está sediado na periferia da zona sul de São Paulo, entre as regiões do Jardim São Luis, Campo Limpo e Capão Redondo.  

Representando a região de Campinas, Adnã Ionara estuda as relações entre música e dança os conceitos do “mundo negro” em Imalè Inú Ìyágba.

Criado pela dupla Davi Pontes e Wallace Ferreira, do Rio de Janeiro, Delirar o Racial é uma série de ações que envolvem a incerteza e a desordem. Além disso, busca uma forma de se pensar as vidas pretas com mais ética.

O filme “Ismael Vivo” conta a história do coreógrafo e bailarino paulistano Ismael Ivo. Infelizmente, ele foi vítima da Covid-19. Sendo assim, o lançamento é uma homenagem produzida pela TV Cultura. Outras obras coreografadas pelo artista também terão destaque.

Coletivo Coletores traz vida e arte para a cidade

Bienal Sesc Dança

Jaqueline Elesbão | Foto: Liz Santana
Jaqueline Elesbão | Foto: Liz Santana

O evento tem de tudo um pouco, como por exemplo: espetáculos, performances, instalações e ações formativas. Com essas apresentações, podemos entender o mundo da dança contemporânea no Brasil.

Isso além de ser uma maneira de mostrar esses artistas para o exterior. Mesmo em seu formato online, a Bienal Sesc Dança é espaço para a cultura e toda sua resistência. Por isso, é sempre importante prestigiar essa produções.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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