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3 mentiras que brancos contam sobre relações raciais no Brasil

Em épocas onde tantos ‘biletes’ têm sido escritos, é bom citar alguns que não são verdade!

 1- Somos todos iguais!
Essa é aquela que usam bastante no Dia da Consciência Negra (20 de Novembro), justificando que o correto seria o Dia da Consciência Humana porque somos todos iguais.
Não somos todos iguais. A população negra é maioria do Brasil, mas não alcança a população branca em direitos. Para alcançar um espaço de respeito entre as pessoas, não basta dizer que são todas iguais. Muito pelo contrário: é necessário reconhecer as diferenças para compreender os contextos a que estão submetidas e, respectivamente, desenvolver medidas que visam equidade entre elas.

2- Existe racismo reverso!
Vai debater com um branco sobre o racismo? Cuidado! Esse é o argumento que acaba com a esperança de conscientizar alguém sobre questões raciais.
O racismo é um sistema de opressão que estabelece uma hierarquia entre raças. Sendo assim, esse sistema pressupõe que exista uma relação de poder daqueles que se consideram superiores sobre os considerados inferiores. No Brasil, homens e mulheres brancos não apresentam histórico de violência que os rebaixe nas relações de poder, de forma que não possam ser considerados vítimas de racismo.

3- Não existe racismo no Brasil!
Afinal, brancos não veem negros acorrentados, jogados às senzalas, recebendo chibatadas. Não tem mais escravidão, então tá tudo bem! Chega de “mimimi”.
O racismo vai muito além do sistema escravocrata. É claro que ele foi o maior dos sistemas de opressão vividos pelos negros no Brasil, mas vivemos em um país estrutural e institucionalmente racista, onde a democracia racial é um mito. Os negros são a maioria das vítimas decorrentes de intervenção policial, maioria nos presídios brasileiros, maioria dos jovens mortos, maioria dos desempregados, minoria das escolas e universidades, recebem menores salários, têm menos acesso à saúde. No Brasil, o racismo acontece de maneira velada e naturalizada.

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