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domingo, 15 maio 2022
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“Temos experts em quase todas as áreas da administração”, diz Kwami Alfama, idealizador do Pactuá, que visa influenciar a alta gestão de grandes empresas

Conheça o Pactuá, projeto pensado por Kwami Alfama para impulsionar pessoas negras e cargos de alta gestão e expandir a rede de networking.

Apesar de perceber várias iniciativas voltadas para a inserção de pessoas pretas no mercado de trabalho, a iniciativa Pactuá parece ser diferente das demais. O Google, por exemplo, lançou um programa de estagiários voltado para pessoas negras que, pela primeira vez no histórico da companhia, não exigia que as pessoas participantes falassem inglês fluentemente. É uma ação sem precedentes, que trouxe resultados importantes, mas é importante reforçar que era um programa voltado para estagiários, ou seja, para aqueles que estão no período de graduação e que estejam no início ou em transição de carreira.

Já o Magazine Luiza criou um programa de trainee também voltado para pessoas negras. O programa de trainee está um pouco à frente do programa de estágio porque recruta profissionais que terminaram o ensino superior recentemente e portanto estão (pelo menos em teoria) prontos academicamente para ingressar em suas carreiras. Além disso, o programa pode durar mais do que o limite de 2 anos para o estágio. Mas, de novo, estamos falando de programas de ingresso em níveis básicos do mercado.

O Pactuá, por sua vez, tem como objetivo influenciar influenciar a inclusão de talentos negros no mercado executivo e na alta gestão das empresas brasileiras, potencializando a igualdade de oportunidades no ambiente corporativo brasileiro. E nada melhor do que pessoas com esse perfil que já chegaram a estes lugares para ajudar a abrir caminhos, certo?

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Pactuá

O Pactuá foi idealizado por Kwami Alfama, CEO (chief executive officer) da Tereos Amido & Adoçantes Brasil. Em entrevista à CNN Brasil, Alfama contou que fez parte de sua formação em Portugal, onde era o único aluno negro e que, ao vir para o Brasil, tinha expectativas de que o cenário seria diferente.

O que ele relata, no entanto – e como bem sabemos -, é que, aqui no Brasil, chegou em uma instituição federal de Engenharia e se deparou com apenas outras duas pessoas negras e uma mulher numa sala com 40 pessoas.

Em outro episódio, ele relata que, quando estava prestes a terminar a faculdade, participou de um processo seletivo numa empresa onde muitas pessoas tem o desejo de trabalhar. Durante o processo, ouviu de um amigo “com esse nome e com essa cara, acha que vai conseguir?”

Sem menosprezar o quanto esses eventos afetam a vida das poucas pessoas negras que conseguem chegar nesses espaços ainda tão elitizados – Alfama conta o quanto aquilo o machucou -, ele fez uso desses aprendizados e percebeu que precisava pensar em iniciativas para que deixasse de ser o único negro nos espaços que frequentava. Assim nasceu o Pactuá.

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Uma rede de profissionais negros de alta gestão

Infelizmente, o mercado está longe de realmente promover igualdade racial nos quadros de gestão – dados da Pnad, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que menos de 3% de mulheres e homens negros alcançam cargos de diretoria ou gerência no Brasil e, no que diz respeito à diversidade nos conselhos de administração das empresas, a pauta de gênero tem avançado, inclusive por pressão do mercado de ações, mas a inclusão de pessoas negras nos boards ainda deixa a desejar.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) publicada neste ano, com 86 companhias, mostra que 77% delas não têm metas para ampliar a participação de negros na liderança, seja no conselho ou na diretoria. Já a consultoria Spencer Stuart mapeou 211 empresas brasileiras listadas na B3, a Bolsa de São Paulo, e apontou que as mulheres ocupam 14,3% das posições em conselho, mas, novamente, nenhuma especificação de raça. 

Mas, felizmente, ainda que sejam poucos, Alfama não está absolutamente sozinho, por isso chamou outras pessoas com expertise no assunto para alavancar os objetivos dessa iniciativa, que são ampliar o conhecimento que o grupo tem sobre ancestralidade; retribuir à sociedade o espaço que conquistaram e abrir portas para as próximas potências; educar e informar os outros, construindo ativamente uma sociedade mais justa; aumentar a escala trazendo diversidade para todos os elos da cadeia de valor; advogar em prol de profissionais negros, removendo barreiras para o crescimento e desenvolvimento.

Conheça alguns dos participantes do time envolvido no projeto:

Kwami Alfama, idealizador do Pactuá. (Foto: Reprodução)

Kwami Alfama

Atua há 3 anos como CEO da O (chief executive officer) da Tereos Amido & Adoçantes Brasil, mas também tem vasta experiência em cargos de alta gestão em outras áreas, como a engenharia, sua área de formação inicial.

Ademir Santos, VP da DATAMARS. (Foto: Reprodução)

Ademir Santos

Ademir Santos é o vice-presidente de finanças e administração da DAMATARS na América do Norte há pouco mais de um ano. Desde o início de sua formação, Santos estuda administração, tendo se especializado através de uma pós graduação, dois mestrados e um programa executivo internacional em administração e finanças.

Elisângela Almeida, CFO do grupo In Press. (Foto: Reprodução)

Há pouco menos de um ano, se tornou CFO (chief financial officer) da In Press. Antes disso, já teve experiências na alta gestão financeira de diversas empresas e até hoje atua como conselheira e mentora. Como os cargos que já ocupou indicam, Almeida é especialista em finanças e fez parte de sua formação na Alemanha.

Flávia Porto é diretora do RH da Yara Brasil. (Foto: Reprodução)

Flávia Porto

Flávia Porto é diretora de RH da Yara Brasil há quase 4 anos, já teve outras atuações com alta gestão em RH há pelo menos 10 anos e inicialmente se formou em psicologia.

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Thais Senahttps://todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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