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quinta-feira, 02 dezembro 2021
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A dificuldade de pensar na diversidade dos atores negros

Todo mundo fala sobre representatividade, mas será que todo mundo entendeu o que realmente significa?

Recentemente a DC anunciou a produção do filme live-action da animação “Super Choque”. O desenho marcou os 2000 e a infância de muitos jovens e adultos, além de trazer aquela sensação de representatividade. A notícia deixou os fãs ansiosos e cheios de ideias para o elenco. No Twitter, os nomes dos atores Jaden Smith e Caleb McLaughlin foram os mais comentados para intemperar o papel, porém uma discussão foi levantada: Jaden é um ótimo profissional, mas tem o tom de pele mais claro do que o personagem. Seu nome sempre aparece quando é anunciado alguma produção com protagonismo negro, será que não seria o momento de dar espaços para outros atores que estão começando? Afinal é preciso mostrar a diversidade dentro da população negra.

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A questão de sempre escalar os mesmos negros para papel de destaque traz uma falsa sensação de representatividade. Em grande maioria os atores batidos – por assim dizer –tem a pele um pouco mais clara e traços considerados mais finos, ou seja, por mais que tenham negros na produção ainda são poucos e de certa forma estão ali para agradar os olhos brancos. A atriz Zendaya já falou abertamente sobre ser uma “versão aceitável” para a indústria audiovisual.

“Como uma mulher negra, como uma mulher negra de pele clara, é importante que eu esteja usando meu privilégio, minha plataforma, para mostrar a você o quanto de beleza existe na comunidade afro-americana. Eu sou a versão aceitável de uma garota negra de Hollywood, e isso precisa mudar. Nós somos muito bonitas e interessantes demais para que eu seja a única representação disso. O que estou dizendo é sobre como criar essas oportunidades. Às vezes você tem que criar esses caminhos. E isso é com qualquer coisa: Hollywood, arte, qualquer coisa.” – trecho da entrevista feita pela revista Marie Claire.

Essa “fixação” por apenas alguns atores negros é que ajuda a perpetuar estereótipos que conhecemos tão bem dentro do entretenimento. É perceptível que as coisas estão mudando: muitos internautas estão torcendo para que Caleb consiga o papel, ou pelo menos outro ator retinto que se enquadre dentro de algumas características do próprio Virgil Hawkins, o Super Choque. Que mais para frente podemos ver outros rostos, outros tons e uma variedade maior de negros e negras nas telonas e nas telinhas.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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