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Grande evento na Rússia é marcado por ato racista

Dia 17 de junho começará a Copa das Confederações, evento que reunirá algumas das melhores seleções de futebol do mundo, na Rússia. Porém no último sábado (3/junho) uma situação infeliz deixou uma marca negativa para o país sede da próxima Copa do Mundo: O racismo. Durante um festival que marca a chegada do verão, na cidade de Sochi, dois manifestantes estavam usando uma fantasia que fazia alusão a uma pessoa de origem camaronesa, isso porque estavam com cores da bandeira do país. No entanto, os foliões foram além, e pintaram seus rosto e corpos de preto, ato conhecido como Black Face. Um deles ainda usava um cacho de bananas no pescoço.

Foto:Reprodução/Arthur Lebedev - Associated Press

Foto:Reprodução/Arthur Lebedev – Associated Press

Outras pessoas estavam com rostos pintados, com cores da Alemanha, Brasil e a própria seleção de Camarões, visto que essas seleções farão parte do evento. No momento do carnaval em Sochi, um fotógrafo nigeriano chamado Arthur Lebedev fez o registro e posteriormente, como forma de repudiar o ato, postou a foto nas redes sociais. “Pelo menos três pessoas vestidas com as cores de camarões pintaram o rosto de preto e, de nenhum modo, representam tal país. Para piorar, um deles estava com bananas penduradas no pescoço, isso é o maior desrespeito com uma seleção que vocês receberão em menos de um mês”, disse Arthur.

A FIFA, entidade máxima do futebol, fez um pronunciamento a respeito do caso e prometeu não tolerar casos desse tipo durante a Copa das Confederações e posteriormente, a Copa do Mundo no ano que vem. “Nós entendemos entendemos que um dos objetivos da parada de Sochi era celebrar o início do torneio, todavia o ato de pintar os rostos e a pele, foram inapropriados e discriminatórios. Fato que não serão permitidos nos estádios”.

O fotógrafo Arthur, foi recebido pelo prefeito da cidade, chamado Anatoly Pakhomov, que se desculpou pelo ocorrido e presenteou o nigeriano com dois ingressos para a semifinal do evento, que ocorrerá em Sochi. Na Europa muitos países tem fama de serem preconceituosos com estrangeiros e devido a isso, a União Russa de Futebol criou um cargo especial para cuidar de casos envolvendo racismo ou discriminação, como por exemplo, do ex-jogador Alexey Smertin que jogou em um dos maiores clubes de futebol da Rússia, o Lokomotiv Moscow.

O vídeo abaixo mostra um caso de racismo num jogo de futebol, envolvendo o jogador Roberto Carlos, campeão do Mundo em 2002 com o Brasil. Quando jogava pelo Anzhi Makhachkala atiraram uma banana no gramado, fato que ilustra bem como o preconceito é algo que deve ser combatido com fervor.

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