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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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Xemalami, o rap e seu Xeque Mate

Já pensou em unir rap e xadrez? Pois é, dessa união nasceu o Coletivo Xemalami

Drezz e Hyt contam a história do coletivo Xemalami no décimo episódio da série Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia. Um projeto da Ponte Jornalismo, em parceria com a Todos os Negros do Mundo, cujos episódios estão disponíveis no Youtube. Além disso, são transmitidos pela Rede TVT.

Em Grajaú, São Paulo, nos anos 2000, o coletivo começou a nascer. Para Drezz, foi como algo inevitável. “Fruto dessa carência múltipla, Estado e família. Então, começamos a nos reunir em torno de um pretexto. Aprendemos as técnicas do xadrez e rapidamente associamos com a vida e com a sociedade. Usamos o xadrez como uma ferramenta de luta e transformação.”

No início do projeto, eles ocuparam uma biblioteca abandonada no bairro e assumiram o papel de incentivar a leitura e a ensinar o xadrez.

Os encontros são descritos como inusitados, afinal, jogar xadrez ouvindo rap com certeza faz parte de outra modalidade. Ao unir dois extremos, o coletivo mostra que não há barreiras para a arte e o esporte. Pode até existir uma crença de que um jogo como o xadrez não pertence a quebrada, mas é apenas uma ideia irracional. No fim, a cultura é de todes.

De acordo com o integrante do grupo, Drezz, o esporte e o rap têm uma coisa principal em comum: a responsabilidade. Ainda assim, a união causou curiosidade e aos poucos conquistou o público.

“A princípio, como o xadrez sempre foi tratado como um esporte elitizado, na periferia teve esse impacto. ‘Por que o xadrez e o rap juntos?’ Assim, as pessoas foram se interessando”, relata Hyt.

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Como Xemalami continuou jogando?

A pandemia atingiu a todes e afetou o ritmo do coletivo. Os jogos de xadrez na rua, as rotinas e encontros ficaram para trás. Mas, desde o ano passado, o Xemalami se dedica a compor músicas e a realizar atividades e oficinas de xadrez pontuais de forma online.

Ainda assim, o grupo sonha com os jogos presenciais. “Esperamos que a população se vacine para poder voltar a fazer um xadrez sem muros e reunir todo mundo”, declara Hyt.

Enquanto isso, é possível acompanhar o grupo pelo Instagram e Spotify.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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