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segunda-feira, 06 dezembro 2021
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Viver para escrever: Pretos Em Contos é uma história da escrita negra brasileira

Escritor paulistano publicou o seu primeiro livro quase com 50 anos e hoje incentiva autores pretos e pretas com a criação da oficina Pretos Em Contos

Apaixonado por contar histórias, o paulistano Plínio Camillo sempre viveu rodeado pela arte e pela escrita, porém foi somente perto de completar 50 anos que ele decidiu publicar o primeiro livro, um romance juvenil intitulado “O Namorado do Papai Ronca.”  Daí em diante o escritor não parou mais, já tem mais de dez títulos publicados e coordena uma oficina de escrita para artistas pretos e pretas. “Sempre escrevi, mas nunca tive a oportunidade ou nunca me achei capaz de estar maduro para apresentar os meus escritos, até os meus 50 anos. Próximo aos meus 50 anos eu comecei, depois de ter feito Letras, de ter feito teatro, de ter trabalhado com crianças de rua, depois de ter tido toda outra trajetória, também artística, resolvi escrever um infanto juvenil.”

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Arquivo pessoal

Todas as experiências anteriores do escritor foram enriquecedoras para suas obras e para adquirir a confiança necessária na hora de mostrar seu trabalho. “A confiança veio com a maturidade, só que não tinha ou não sentia uma maturidade da forma que eu gostaria, de ter entendido essa estrutura de como criar um personagem, um enredo. E ter trabalhado com meninos de rua, sabendo esse outro lado, principalmente refletindo quem sou eu, porque a escrita não é mais, nunca foi, alguma coisa para conseguir um estrelato, a escrita é uma forma de contar uma história”, declara o autor.

Plínio começou a desenvolver um trabalho mais voltado para escrita negra a partir dos seus livros de contos, como uma maneira de se colocar dentro da história, de contar algo com protagonismo preto. O livro “Outras Vozes” é tido por ele como a transição para sua auto afirmação como um escritor negro. “Eu comecei a fazer uma escrita negra brasileira, que é o negro falando dele mesmo na primeira pessoa, com o meu terceiro livro de contos”, afirma o escritor.

Arquivo pessoal

Além de criar, ele também incentiva outras pessoas por meio de oficinas, sempre trazendo a temática como o que é a escrita negra, como se faz e mostrando quem veio antes. “Em determinado momento, houve esse convite da Kátia Moraes e da Shirley Maia, de fazer essa oficina, Pretos em Contos, só para participantes pretos e pretas. O que ele difere? É mais um espaço onde vai se trabalhar intencionalmente, uma escrita negra, um ponto de vista preto para ser lido. Junto com isso, produzo uma palestra sobre literatura negra brasileira, ela se chama Notas de Escurecimento, onde eu falo desde os precursores até chegar nesse momento atual … Meu trabalho com a literatura negra é relembrar essas histórias que são importantes.”

As produções da oficina se tornaram o livro “Pretos Em Contos” e está disponível para vendas no site da Amazon. Além disso, é possível encontrar mais informações na página no Facebook com o mesmo nome. No site do Plínio contém o resumo de suas obras e projetos, para acessar é só seguir o link: https://pliniocamillo.wordpress.com/

Link do livro Pretos em Conto: Amazon

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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