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sexta-feira, 03 dezembro 2021
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Vitória Rodrigues estreia hoje no GNT

Vitória Rodrigues estreia hoje no Saia Justa de Verão.

Vocês lembram da época do programa Saia Justa, no GNT, em que todas as conversas passavam pelas experiências de quatro mulheres brancas e, salvo engano, pertencentes ao eixo Rio-São Paulo? Uma das quais o Emicida até referiu na participação no Roda Viva a respeito de um texto preconceituoso que ela fez sobre o rap? Pois bem, Vitória Rodrigues está, a partir de hoje, integrando o time que muda um pouco essa perspectiva.

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Saia Justa

Bom, o Saia Justa já existe há muitos anos e teve diferentes formatos. Mas sempre foi composto, ao menos majoritariamente, por mulheres brancas. Recentemente, Taís Araújo se juntou à equipe, o que significava uma diferença importante na questão racial, mas não geográfica. Com a sua saída, chega Gaby Amarantos, mais uma mulher preta, dessa vez de Belém, no Pará.

Desde então, outras mudanças vieram. Blocos com participações de outras mulheres, de diferentes perspectivas, também entraram na programação. Vitória Rodrigues é uma delas. Vitória, que nasceu eu Igací, em Alagoas, fará sua participação durante o Saia Justa de Verão, com o quadro “De Repente Verão”.

Vitória Rodrigues estreia hoje no Saia Justa de Verã. (Foto: Reprodução)

Vitória Rodrigues

Para carregar um currículo extenso como o que tem, Vitória Rodrigues teve que deixar logo cedo a cidade de Igací no interior de Alagoas. Durante um ano,  juntou todo o dinheiro que tinha para fazer o trajeto que boa parte das populações do nordeste realizou nos últimos anos, migrar para a “cidade grande”, no caso de Vitória, o Rio de Janeiro. No território carioca já estava decidida e destinada, prestaria vestibular para o primeiro curso público de teatro do país, na Escola de Teatro Martins Pena. 


Sua multiplicidade artística já se fazia presente no Nordeste, quando entre as diversas encenações vividas em peças, foi premiada como melhor música original, músicas e melodias, junto a Josy Amorim, na peça dirigida por Daniela Beny, “A Árvore de Mamulengos”, de Vital Santos, no V Festival de Teatro de Arapiraca- AL. Mas foi nos anos de Martins Pena, que assim como nas plantações do seu povoado, Vitória aprendeu sobre cuidado, tempo, plantação, colheita, frutos, sobre si mesma e sobre prosperidade. 


Desde que chegou ao Rio em 2016, a artista já integrou o elenco da peça “Nossas bocas não foram feitas só para sorrir” dirigida por Shirlene Paixão, e que também foi uma das autoras e compositoras de textos e canções, escreveu e encenou o esquete e monólogo de “Di Cabrobó” com direção de Vera Lopes, cena produzida em formato de cordel, com músicas de sua autoria e foi indicada ao Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Esquetes de Petrópolis. 


Mas não só isso. Além da carreira no teatro e da formação em Educação Física, Vitória também está na música. No grupo de forró Forrózinas, formado por mulheres do Brasil e da França, ela compõe, toca zabumba, violão e dá continuidade ao seu trabalho de proferir palavras de cura para os quatro cantos do mundo.

Além disso tudo, Vitória também recita suas poesias e cordéis, faz humor e músicas em seu perfil no Instagram, com mais de 37 mil seguidores.

Gostou? Acompanhe Vitória às quartas-feiras, no GNT.

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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