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domingo, 22 maio 2022
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Visões Urbanas retorna aos espaços públicos com muita dança

Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas reúne companhias brasileiras e estrangeiras em intervenções coreográficas, oficinas, sessões de videodança e exposição de fotos, em seis espaços da cidade de São Paulo e, ainda, no Sesc Campinas, que recebe a Extensão Interior desta edição.

Depois de duas edições virtuais, por conta do necessário distanciamento social imposto pela pandemia de Covid 19, o 15º Visões Urbanas – Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas, concebido e realizado pelos artistas Ederson Lopes e Mirtes Calheiros, da Cia Artesãos do Corpo, retorna, de 29 de abril a 15 de maio, aos espaços públicos e abertos da cidade de São Paulo, com ações presenciais no Centro de Referência da Dança – CRDSP, no Vale do Anhangabaú, na Casa das Rosas, Oficina Cultural Oswald Andrade, Sesc Santo Amaro, Parque da Água Branca, e ainda no Sesc Campinas, que acolhe a sua versão “Extensão Interior”.

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Além de 22 performances, de artistas ou companhias de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Uruguai e Colômbia, o festival traz a exposição de fotos do bailarino e coreógrafo Luis Arrieta, no ano em que comemora seus 50 anos na dança, oficinas presenciais e on-line e ainda a realização de mais uma mostra internacional de videodança “InShadow”, em parceria com a VoArte, de Lisboa.

A abertura, no Centro de Referência da Dança, acontece na sexta, 29 de abril, às 18h, com a exposição “Luis Arrieta Dançando na Cidade”, em uma seleção expressiva de imagens do bailarino e coreógrafo que participou de diversas edições do festival, em diferentes espaços públicos e paisagens urbanas da cidade, clicadas pelo fotógrafo Fabio Pazzini.

Na sequência, cinco performances, começando por “Borderline”, do próprio Arrieta, um encontro com o espaço e o tempo, que o artista teve há 50 anos, e o abduziu para o mundo da dança. Depois vem “Fio do Meio, ato nº 2 – a travessia desacreditada do esbarrão”, da carioca Cia Gente, um estudo coreográfico sobre o esbarrão, ação que faz mover o corpo a partir do desequilíbrio, mas que, com a pandemia de Covid-19, se fez mais tímido, frente ao medo dos corpos se tocarem. A Cia Flex de Dança, de Trairi, cidade do litoral cearence, entra com “O Peso do Meu Coração”, solo de Thiago Soares, inspirado no estudo das filosofias budista e yogue acerca do conceito de apego e desapego. “Elo” é a proposição poética da T.F. Cia de Dança em busca de uma nova perspectiva da cidade num diálogo entre o corpo, a arquitetura e o público. A última criação da noite é “Pauza”, do uruguaio Christian Moyano, que propõe novas estratégias para o mover, depois de um período de imobilidade imposta.

A primeira oficina presencial acontece na manhã do sábado, dia 30 (11h). Em “O Anarquitetônico – Dançando a Cidade Inacabada”, Paulo Emílio Azevedo, da Cia Gente, propõe uma série de dinâmicas conectando corpo e cidade, texto e arquitetura, na ressignificação de espaços em diálogo com outros territórios afetivos e estéticos. As inscrições devem ser feitas com antecedência clicando aqui. Entre 15h e 17h, no CRD, rolam três espetáculos em sequência: “Labirinto”, do coletivo Pogobolers, de Belo Horizonte (MG), performance em que um trio de bailarinos flutua sobre monociclos elétricos dançando com o desequilíbrio, num diálogo entre dança, mobilidade e arquitetura urbana; Luis Arrieta volta com seu “Borderline”; e o colombiano Maikol Sánchez dança “Rosmary y Yo”, inspirada no conto “Infecção”, do escritor colombiano Andrés Caicedo, que evidencia a angústia e a nostalgia de seres solitários em tempos de intimidade altamente exposta.

O domingo (dia 1/05) começa às 11h, com o Urbaninhas, programação do Festival dedicada ao público infantil, que rola na Casa das Rosas. Serão três trabalhos: “Com as Coisas – uma re-invenção para o espaço presencial”, performance do Lagartixa na Janela que tem ignição na anterior “Sobre as Coisas”, criada durante a pandemia no formato virtual, e faz uso dos objetos como dispositivo do imaginário para acionar e ativar corporalidades, paisagens e relações. Com “Revoada”, dança-teatro nascida do vento, o Coletivo Corpo Aberto reúne corpos-pássaros que se deslocam e realizam aprendizados de vôo; e a Cia Artesãos do Corpo traz o universo poético e as personagens divertidas e instigantes do ator e cineasta francês Jacques Tati, em “Senhor Tati”.

Na parte da tarde (das 15h30 às 16h30), outros dois espetáculos também ocupam a Casa das Rosas: “Yersinia”, de Samira Marana, que remete à bactéria causadora da peste bubônica para falar da desumanização diante da pandemia que enfrentamos hoje; e “SCinestesia – do Espaço do Corpo ao Corpo do Espaço”,  com a Companhia de Dança de Diadema, que estabelece uma metáfora entre espaço físico e espaço interior, revelando reflexões muito particulares influenciadas pela arquitetura do espaço onde as cenas acontecem.

Nas duas segundas-feiras consecutivas (dias 2 e 9/5), acontecem as oficinas online, via plataforma Zoom. No dia 2, às 14h, o mestre Toshi Tanaka, professor de Do-ho e Seitai-ho, orienta a “Performance Fugaku”; e no dia 9, às 10h, o cineasta português Pedro Senna Nunes ministra “Panorama Atual da Videodança”. Ambas têm inscrições antecipadas clicando aqui e aqui, respectivamente.

A Mostra Internacional de Videodança, com a exibição das criações premiadas no InShadow, festival conduzido pelo cineasta português Pedro Senna Nunes e pela coreógrafa Ana Rita Barata, que acontece anualmente em Lisboa (PT), ocupa a Oficina Cultural Oswald de Andrade em dois dias: na segunda, 2 de maio, às 19h30, e na sexta seguinte, 6 de maio, às 16h, em sessão com audiodescrição. Numa seleção poética, potente e vertiginosa, as criações, de diferentes lugares do mundo, traduzem sensações e emoções por meio de movimentos, recortes, danças, enquadramentos e histórias contadas com o corpo e com a câmera.  Entre os 11 filmes, estão “Jontae”, de Siam Obregon e Kyana Lyne (Canadá), que levou o prêmio de melhor videodança;  “I Have Come to Read The Night”, do espanhol Manuel Fernández-Valdés, Melhor Documentário; e “Setenta”, prêmio de Artista Nacional Emergente para a jovem Carlota Mendes Ramalheira, de apenas 19 anos.

A noite de sexta (06/05, das 19h às 20h30), continua na Oswald Andrade, com a mostra de três processos de grupos e artistas da periferia da Cidade, co-produzidos pelo Visões Urbanas de São Paulo: “The Wall”, de Vinícius Azevedo Oliveira, do Capão Redondo (Zona Sul); “As pegadas do Kurupyra”, com o  Grupo Flying Low, da Vila Guilherme (Zona Norte); e “Desaforado”, de Danilo Nonato, que vem de Cangaíba, Zona Leste.

No fim de semana o festival migra para o Sesc Santo Amaro, em sua versão Visões Periféricas. Sábado, 07/05, a partir das 19h, Samira Marana volta com “Yersinia”, e a Companhia de Dança de Diadema, com “SCinestesia – do Espaço do Corpo ao Corpo do Espaço”. A Cia Artesãos do Corpo encerra a programação de espetáculos em São Paulo com a reapresentação de “Senhor Tati”, no domingo (8/5), às 17h.

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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