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terça-feira, 07 dezembro 2021
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Viola Davis diz que sua vida inteira foi um protesto

Viola Davis, que completa 55 anos este ano e ganhou as graças do público na última década, atua há anos no entretenimento. A vencedora do Oscar é capa da revista Vanity Fair e, em sua entrevista, fala sobre diferentes momentos de sua carreira.

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Em 2015, ela foi a primeira mulher negra a ganhar o Emmy como atriz principal por seu papel em How to Get Away with Murder com um discurso emocionante que fala sobre a falta de oportunidades para mulheres negras no entretenimento e que você pode conferir aqui. Em 2017, ganhou o Oscar e um Tony por seu papel coadjuvante em Um Limite Entre Nós. Ela vai interpretar Michelle Obama na série First Ladies, que está sendo produzida pela companhia JuVee, que pertence a ela e a seu marido, Julius Tennon. E ainda este ano vai estrear como a lendária cantora de blues Ma Rainey na adaptação de Ma Rainey’s Black Bottom para a Netflix.

E credita seu sucesso às aflições de sua infância, dizendo: “Eu não exercia minha voz porque não me sentia digna de ter uma voz.”

Davis relembra diversos momentos de seu passado: quando sua mãe e suas irmãs a apoiaram e a fizeram acreditar que mulheres de pele escura são lindas e têm valor, de quando aprendeu na escola que os negros escravizados eram analfabetos e depois de chorar por horas ao lado da irmã ao ser encaminhada por um programa educacional federal à Sociedade de Herança Negra de Rhode Island para se inspirar nos negros abolicionistas.

Durante a entrevista, a premiada atriz também fala sobre ter sido uma leitora voraz e cita trechos de peças diversas de cabeça. Diz que sua maio necessidade é se considerar digna e valorizada. Nem sempre foi assim. Mas o teatro, sua mãe, suas irmãs e seus educadores a ajudaram nessa jornada.

Davis se formou em teatro na faculdade de Rhode Island em 1988 e depois seguiu para estudar a Julliard, onde se graduou em 1983, e diz ter recebido um treinamento bastante eurocêntrico. Isso a motivou ainda mais a buscar autores negros e conhecer sua história.

Viola Davis é dona de diversos prêmios, que ficam expostos no escritório de sua mansão. Seu futuro está garantido, logo, essa não é sua preocupação. Ela diz: “Não há espaço o suficiente para trazer aquela atriz negra desconhecida para a fileira das conhecidas”. Este é um dos motivos da existência de sua produtora.

Na pauta sobre racismo, Davis reitera sua declaração de 2011 quando disse se arrepender de ter feito o filme Histórias Cruzadas, dizendo: “Não há muitas narrativas investindo em humanidade também”. E prossegue: “Elas estão investidas na ideia do que significa ser negro, mas… Está atendendo ao público branco. O público branco pode se sentar e receber uma lição acadêmica sobre como somos. E então saem dos cinemas e discutem o que aquilo significou. Eles não estão movidos por quem somos”.

“Não há quem não seja entretido por Histórias Cruzadas. Mas há uma parte de mim que sente que eu traí a mim mesma, e ao meu povo, porque estava em um filme que não estava pronto [para dizer a verdade]”, acrescenta Davis.

Ainda sobre a temática racial, ao ser questionada, Davis diz: “Eu sinto que minha vida inteira tem sido um protesto. Minha empresa de produção é meu protesto. O fato de eu não usar peruca no Oscar de 2012 é um protesto. É uma parte de minha voz, assim como me apresentar a você e dizer ‘Olá, meu nome é Viola Davis’”.

Viola Davis certamente é uma revolução. A entrevista termina com as palavras da aclamada atriz Octavia Spencer que diz: “Para o mundo, ela é uma guerreira. Para nós que a amamos, ela é simplesmente nossa irmã.”

Via: Vanity Fair

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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