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domingo, 03 julho 2022
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Vanessa da Mata abre as portas de sua casa na 3ª edição da revista Westwing

Vanessa da Mata é cantora, compositora e, não sei se vocês sabiam dessa última, escritora também. A ganhadora do Grammy Latino – Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro em 2008 – costuma ser uma figura ativa nas redes sociais, mas reservada sobre sua vida pessoal. Quase nunca compartilha qualquer coisa sobre os filhos, os pets, mas, na terceira edição da revista Westwing, a artista abre as portas de seu casarão, localizado no bairro Santa Teresa, no Rio de Janeiro e fala um pouco mais sobre sua paixão por garimpar itens para o seu lar, que é repleto de natureza.

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Vanessa da Mata, a filha das flores

Vanessa da Mata nasceu no Mato Grosso, lugar de profundo significado para ela até hoje. Num show recente, ela falou sobre a relação com o estado, a importância de se sentir conectada com a região, com a natureza e as tristezas de ver o que o descaso – ou quem sabe um caso intencional e criminoso – com o meio-ambiente tem causado, com incêndios sendo cada vez mais comuns.

Por não revelar muitos detalhes de sua vida pessoal, não sabemos ao certo quando a cantora se mudou do Mato Grosso, mas hoje ela reside numa casa enorme e repleta do verde que ela tanto gosta. “O melhor de viver nesta casa é acordar com os passarinhos de todos os jeitos: sete-cores, pintassilgos, curiós… No Mato Grosso, de onde eu venho, meu pai deixava as gaiolas abertas para os passarinhos irem e virem. Eles comiam, voavam e depois voltavam”, ela conta em entrevista a Westwing.

Contadora de histórias que é, outra grande paixão em sua casa é o garimpo de peças antigas. Ela conta ser grande fã de peças dos anos 50 em especial, que eram feitas com tipos de madeiras que já não existem mais e que fica imaginando o passado dos móveis que criam a decoração dos seus ambientes.

Contadora de histórias

A contação de histórias está tão presente em sua vida que, em 2013, ela lançou o livro “A Filha das Flores”, que foi traduzido para algumas línguas. Parece haver uma relação com a própria autora, inclusive, e trechos com os quais muitas de nós poderiam se identificar facilmente.


“Faltavam dois dias e nenhuma noite. Eu mal podia dormir de ansiosa, eram dias de carne viva. À noite, flutuava nas minhas ideias, a cabeça era teimosa, resmungava e me desordenava. Estava revoltada com o destino. Seria justo? Talvez o maior mesquinho seja aquele ser que, diante da felicidade, não consegue enxergá-la. E eu tinha receio de a estar desprezando ou, pior, de ser inapta a ela.” A Filha das Flores, Vanessa da Mata

Para além desta história, há muitas outras óbvias que são as suas composições musicais. São tantas que viraram álbuns, álbuns premiados, como o Sim, de 2008, e nomeações, como Segue o Som, de 2014.

Isso para não mencionar as parcerias, que fazem parte de sua carreira desde que ela começou, nos anos 90, com nomes com Chico César, Baden Powell, Ben Harper e mais recentemente Emicida e Marcelo Falcão. Ela também já escreveu para grandes nomes da MPB, como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Ana Carolina.

Suas músicas tocam diversos corações, a ponto de pensarmos em questões sobre o nosso interior, como “Não Me Deixe Só”, no cenário político como “Nação de Passarinhos” ou ainda nas relações familiares, como “O Mundo Para Felipe”, música que ela escreveu quando o filho mais velho estava saindo do país. Conhecer um pouco mais do seu cantinho ajuda a entender o ambiente onde obras tão caras ganham cor.

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Thais Sena
Thais Senahttps://todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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