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terça-feira, 18 janeiro 2022
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Vai um preenchimento facial aí?

O preenchimento facial é só um dos diversos procedimentos estéticos direcionados principalmente ao público feminino, com o objetivo de promover mudanças às mulheres insatisfeitas com alguma região de seus corpos. Essa discussão é importante porque, de acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil está entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo.

Apesar de haver grande concentração de procedimentos estéticos na região do abdômen, a procura por preenchimentos faciais também tem aumentado e acontecido cada vez mais cedo entre mulheres. De acordo com a Dra. Contessa Metcalfe, mulheres negras têm demonstrado um interesse particular nesses procedimentos, ainda que já tenham algumas das características que outras mulheres desejam alcançar.

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A influência das redes sociais na decisão por um preenchimento facial

Quem não se lembra quando a internet foi à loucura com Kim Kardashian posando como uma releitura da foto de Jean-Paul Goude? De discussões sobre a releitura de um trabalho racista à valorização de características negras desde que elas não estejam em corpos negros, a conversa era que Kim tinha quebrado a internet.

A capa da revista Paper trouxe à trona uma discussão sobre a valorização de corpos que parecem negros – desde que eles não sejam negros. O mesmo parece estar acontecendo com Kylie Jenner e o aumento na busca por preenchimento facial. (Foto: Reprodução)

Para a Dra. Metcalfe, há uma grande influência de personalidades nas redes sociais que apresentam características associados a um corpo desejável ou uma imagem de sucesso. Enquanto no Brasil, temos influenciadoras como as cantoras Lexa ou Luísa Sonza, que já somam milhões de seguidores, nos Estados Unidos, uma influência de quase 300 milhões de seguidores tem se tornado cada vez mais popular, mesmo entre mulheres negras.

Mas espera aí: se mulheres negras muitas vezes já têm os lábios grossos, por que elas procurariam alguém para fazer um preenchimento facial?! Bom, porque elas não são a referência. “Os lábios se tornaram muito popular, principalmente quando Kylie Jenner entrou em cena. Mas as mulheres também procuram por maçãs do rosto mais altas.”

Cada vez mais cedo mulheres têm procurado por procedimentos como preenchimento facial, inclusive mulheres negras. A internet pode ser uma grande influência nessa decisão. (Foto: Nappy)

O problema não é só a procura, é que ela tem acontecido cada vez mais cedo

Enquanto no passado mulheres em seus 40 anos procuravam retornar ou manter aqueles que eram considerados seus “anos dourados”, a procura por procedimentos estéticos tem acontecido cada vez mais cedo, com mulheres até em seus 20 anos procurando centros estéticos.

A revista Essence faz um alerta a respeito da idade para a realização de procedimentos estéticos e recomenda que pessoas com menos de 19 anos esperem um pouco mais antes de começar a fazer transformações em seus corpos: “elas ainda são novas demais e não atingiram sua aparência completa ainda. Linhas de expressão e rugas começam a se desenvolver entre seus 30 e 40 anos”.

Além disso, é importante reforçar que não há nenhuma obrigatoriedade para a realização destes procedimentos e que é possível ainda realizar procedimentos menos invasivos. Procedimentos estéticos cirúrgicos podem envolver riscos como reação alérgica, nódulos permanentes na pele, migração ou vazamento do material, aplicação não intencional nos vasos sanguíneos, que pode levar à necrose, cegueira ou infarto.

Qualquer que seja sua decisão, os profissionais escolhidos para a realização de qualquer procedimento são fundamentais. A procura por profissionais negros também tem aumentado e, no que se trata de procedimentos dermatológicos, essa procura tem sido ainda maior, já que no passado era muito difícil achar profissionais que entendessem de peles negras.

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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