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terça-feira, 03 outubro 2023
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“Uma Leitura dos Búzios”, espetáculo inspirado em levante popular baiano está em cartaz no Sesc Vila Mariana

Das cantigas do sagrado ao corpo cênico que pulsa. Um mergulho na história do Brasil nos leva ao levante popular baiano conhecido como Conjuração Baiana, Revolta dos Alfaiates ou Revolta dos Búzios. O movimento é inspiração para o espetáculo “Uma Leitura dos Búzios”, que fica em cartaz no Sesc Vila Mariana até domingo (12).

Idealizado pelo Sesc São Paulo, no âmbito do Bicentenário da Independência do Brasil em 1822, “Uma Leitura dos Búzios” traz como proposta a discussão e contextualização a respeito desse movimento popular baiano. Além disso, confronta-o com o Brasil contemporâneo, por meio de temas como a independência, a democracia e as sementes e frutos da política e economia colonialista, bem como o legado delas na formação das desigualdades sociais, especialmente sobre o racismo e a manipulação da história.

Convocados pelos ecos da história, optamos em conceber um espetáculo teatral que envolvesse e revelasse o racismo, a diversidade, outras independências. Que trouxesse o sabido e, também, o silenciado. Para tal, convidamos um trio: o diretor Marcio Meirelles, a diretora de movimentos Cristina Castro e o diretor musical João Millet Meireles. A eles se juntaram profissionais diversos, vindos por chamamentos públicos e por convites, sempre acompanhados de nossas equipes, também diversas”, comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.

Com texto de Mônica Santana e encenação de Marcio Meirelles, o espetáculo é uma narrativa musical, coreográfica, videográfica e textual, com a palavra em coro, na qual todas essas linguagens se entrelaçam num discurso único. A forte presença da música percussiva e eletrônica traz uma verdadeira centrífuga sonora de sons afro-brasileiros para o palco, incluindo canções compostas por Jadsa e João Milet Meirelles (que também assina a direção musical do espetáculo).

A peça traz uma abordagem disruptiva sobre as questões da desigualdade racial no Brasil, a partir de um acontecimento de 1798, em que várias camadas sociais estiveram envolvidas, mas pelo qual somente os negros e pobres foram punidos e mortos. São 30 artistas simultaneamente em cena, apresentando uma visão crítica sobre os reflexos do colonialismo e do que foi a escravização no Brasil.

O espetáculo entrega uma forte presença da música percussiva e eletrônica. Já a movimentação física e coreográfica dos atores, dirigidas por Cristina Castro, fortalece essa percepção de coletividade, incorporando elementos da dança contemporânea, de rua e afro-brasileira, reforçadas por imagens virtuais, num vídeo criado por Rafael Grilo que compõe o cenário da montagem.

SERVIÇO

Para ingressos e mais informações sobre o espetáculo, acesse www.sescsp.org.br/umaleituradosbuzios

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