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sábado, 22 janeiro 2022
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Tracee Ellis Ross se recusou a fazer “tarefas femininas” em silêncio em Black-ish

A atriz defende que cada relacionamento é uma negociação entre duas pessoas e o que elas se sentem confortáveis em fazer.

A atriz, cantora e apresentadora Tracee Ellis Ross, mais conhecida por aqui por seu papel como Rainbow (ou simplesmente Bow) na série Black-ish, disponível na Amazon Prime Video, participou recentemente do podcast Can’t Stop Watching para falar sobre a quarentena, a nomeação ao Emmy e sua participação na série que rendeu a indicação ao prêmio.

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Ross diz ter passado por um momento de adaptação à quarentena, em que não sabia como lidar com sua fome ou suas refeições porque nunca estava em casa, mas que está bastante consciente do contexto de seus privilégios porque sabe que este momento está muito mais difícil para outras pessoas. A atriz também aproveitou a quarentena para assistir algumas produções, como I May Destroy You, de Michaela Coel, e para começar um clube do livro com duas amigas, que vai começar com um livo de Toni Morrison.

Ross também é questionada a respeito de suas preocupações ao assumir Black-ish. A série foi escrita por Kenya Barris, é baseada em sua vida e, portanto, conta sua perspectiva do que sua família é. A atriz diz que, desde que seguia carreira na moda, sempre se posicionou sobre o que achava que precisava ser dito. Então, a respeito de Black-ish, ela diz ter amado o papel desde o início e que também havia coisas que lhe chamavam a atenção, mas que amou a ideia de se tratar de um casal que se ama e também se gosta, de uma história incomum e de uma família negra.

Outro ponto importante foi o fato de o casal não reproduzir estereótipos do que deveria ser a vida de casados, por não fazer o tipo de comédia em que o marido não pode ter sua própria vida porque a mulher está sempre reclamando sobre e por poder interpretar uma mulher em sua plenitude. Ross também diz ter se manifestado por questões como: “Por que eu estou segurando a roupa suja? Por que sou eu a pessoa que está cozinhando na cozinha quando isso não tem nada a ver com a cena? E mesmo quando tem algo a ver com a cena. Então eu passei a chamar essas cenas de ‘tarefas femininas’. ‘Por que eu estou fazendo as tarefas femininas? O Anthony [Anderson, ator que interpreta seu marido, Andre] não pode fazer as tarefas femininas?’ Porque não acredito que sejam tarefas femininas. Acredito que sejam tarefas da casa. Então, como acredito que cada relacionamento é uma negociação entre duas pessoas e o que elas se sentem confortáveis em fazer, quanto mais reproduzirmos esse cenário, mais ele se torna realidade no mundo.” 

Em um outro podcast, Yes, Girl!, da Essence, Ross fala sobre o lançamento de seu novo filme: The High Note. É a sua grande estreia como protagonista, em que interpreta uma grande cantora. Ela diz ter ficado muito feliz em participar do longa, em especial porque aborda uma história de mulheres como protagonistas e que elas têm suas próprias histórias, conversas, jornadas e não estão centradas em discutir ou viver suas vidas por um home.

Ross também dá um conselho para os dias ruins: trocar a roupa íntima, lavar o rosto e olhar para uma árvore!

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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