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sábado, 27 novembro 2021
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Tiffany Haddish diz temer a maternidade por conta do racismo

Haddish também falou de sua fundação, She Ready.

A atriz, comediante e autora Tiffany Haddish participou do podcast “What’s in Your Glass?”, também disponível no YouTube, com o jogador de basquete afro-americano Carmelo Anthony.

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Ela aparece no vídeo careca, já que recentemente fez seu próprio big chop (e compartilhou em seu perfil no Instagram) e fala sobre sua vida durante a quarentena. Além de compartilhar a sua rotina, que tem envolvido exercícios e cozinha, a autora diz ter escrito e vendido três shows durante o período.

Tiffany Haddish está envolvida em diversos projetos, como o financiamento de sua própria fundação, She Ready Foundation [jargão pelo qual ela é conhecida] e a movimentação de dinheiro entre a comunidade negra. Anthony, que também tem sua própria fundação, diz que vai ajudá-la com a instituição e que também apoia o black money, uma vez que todas as outras raças já estão fazendo isso. A atriz concorda e diz que quer viver nos Estados Unidos da América e não nos Estados Unidos da China, por isso quer que o país também tenha partes da África nele.

A comediante, que teve que passar pelo sistema de serviço social nos Estados Unidos, morou em lares adotivos e até na rua, também falou sobre maternidade. Ela afirma não ser uma pessoa que vive com medo, mas sente medo por ter visto alguns de seus amigos serem mortos nas mãos da polícia e acrescenta: “Enquanto pessoas negras, nós estamos sendo caçados. Eu sempre me senti assim. Nós somos massacrados. Eles têm uma licença para nos matar e não está tudo bem.”

Neste momento de sua conversa com Anthony, a atriz fica bastante emocionada e diz: “Eu estou mais velha e as pessoas ficam tipo ‘Você vai ter um filho? Quando você vai ter filhos?’ E tem uma parte de mim que gostaria, mas eu estou sempre criando desculpas como ‘preciso de 1 milhão de dólares no banco antes’ ou preciso disso ou daquilo, mas a verdade é que eu odiaria dar à luz alguém que se parece comigo e saber que eles serão caçados ou mortos. Por que eu faria alguém passar por isso?”

Haddish defende que, como solução, precisamos agir como uma comunidade. Ainda que não haja consenso sobre todos os assuntos, precisamos achar um ponto comum e agir.

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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