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quarta-feira, 29 junho 2022
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Slam da Guilhermina, das ruas para as redes

Conheça um pouco mais deste Slam, que chegava a atrair mil pessoas na noite da zona leste de São Paulo.

O projeto da Ponte Jornalismo com a produção da Todos os Negros do Mundo já está com seu quinto episódio no ar. Para falar sobre arte, a série “Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia” traz Emerson Alcalde, integrante do Slam da Guilhermina.

Slam é a poesia falada. A prática se tornou muito popular no Brasil, ainda mais entre os jovens. Por isso, o convidado da vez conversa abertamente com a apresentadora Stephanie Catarino sobre as dificuldades e vantagens em viver da arte.

Slam da Guilhermina

Cultura é sempre importante, principalmente quando é realizada na periferia. A história desse Slam nasceu em fevereiro de 2012. De acordo com Emerson, foi algo inevitável. “Era uma necessidade nossa de ter um evento que fosse na Zona Leste. Nós frequentávamos eventos da literatura periférica e marginal que eram na Zona Sul, tínhamos que atravessar a cidade.”

A partir de então, as apresentações começaram a serem realizadas na metrô Guilhermina Esperança, zona leste de São Paulo. O lugar inusitado chamou a atenção das pessoas. “Elas ficaram um pouco espantadas, não entendiam porquê iam até a Guilhermina. Um lugar que não tinha nenhum tipo de atração. As pessoas iam para ver o que era, mobilizou o local e mudou a rotina do bairro,” comenta Emerson.

Essa nova dinâmica trouxe um público cada vez maior. Mais de 300 pessoas frequentam de forma fixa o Slam da Guilhermina! Mas, com o avanço da pandemia, a única solução foi levar a poesia por meio das redes sociais.

“Migrar para redes sociais, fazer online foi muito difícil. Tinha que operar, fazer poesia, então os primeiros meses foram complicados. Mas o Slam continuou.”

A espera do futuro

Nessa nova fase, o grupo também encontrou um lado positivo. Mesmo se apresentando para um público menor, conseguiram chegar em pessoas de todos os lugares, até mesmo em Angola.

O grupo soube driblar as dificuldades, mas quer voltar para as ruas. “Do futuro a gente tem medo. A gente espera que essa pandemia acabe, junto com o fascismo e ódio. A partir disso, esperamos que a volta seja uma festa, vamos dar atenção ao território. O importante é estar ali com as pessoas,” desabafa o artista.

Além disso, nem todos os poetas que participavam do Slam estão conseguindo se manter. Essa instabilidade é um fator que pode acarretar problemas emocionais e físicos. Ainda assim é possível ajudar e incentivar a arte. Emerson acredita que no momento é importante divulgar os slammers e contribuir de todas as formas.

Coletivo Pombas Urbanas continua espalhando arte

O Slam da Guilhermina também conta com livros publicados que estão à venda, pelo Facebook. A aquisição vale a pena, sobretudo com o lançamento do lançamento Slam da Guilhermina Oito ponto zero.

Capa do livro Slam da Guilhermina
Capa do livro Slam da Guilhermina. Foto: Reprodução

Contudo, o Slam da Guilhermina ainda encontra tempo para realizar doações. Segundo Emerson, sempre que possível, eles arrecadam e distribuem cestas básicas para a população e alguns poetas. Entretanto, cada um faz o que pode para lidar com uma situação tão avessa.

Dessa forma, para prestigiar o grupo fique atento as redes sociais: Instagram (@slamdaguilhermina), Facebook e YouTube.

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Maria Angélica
Maria Angélicahttps://todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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