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segunda-feira, 06 dezembro 2021
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Semana da vergonha – a causa africana por trás das calcinhas de Bela Gil

 

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Bela Gil – Imagem: reprodução

Por Carol Lee

A ideia não é promover ou polemizar mais uma declaração da moça recatada e do lar (como ela mesma afirma ser), nem muito menos fazer merchan da peça intima da fofa (se bem que pela causa, até valeria a pena), mas entender a nobreza do ato por trás de uma revelação tão íntima; assumir a calcinha utilizada em seu período menstrual. Confesso,  que ao iniciar a leitura a respeito, pensei: “lá vem a Bela com mais uma das suas”  mas ao final, não só curti como quero algumas peças.

A calcinha é gringa e tem apelo totalmente funcional e não necessariamente estético pois a danada bonita, bonita não é, mas promete segurança anti vazamento de até 12 horas naqueles dias.

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Modelos exibindo calcinhas absorventes – foto: reprodução

Como já afirmamos acima, o objetivo do post em TNM não é fazer merchan de calcinha, e nem tão pouco revelar qual o motivo da escolha da Belinha, já declarado aos quatro ventos; sustentabilidade – a filha de Gil engrossa o  coro de quanto menos se poluí, melhor pra todos nós e poder dispensar o tradicional absorvente descartável,  o substituindo por uma peça que promete o mesmo resultado porém reutilizável (vida útil de 2 anos),   parece ser o ideal a seus princípios. Mas o bacana do produto não pára em ser sustentável, e aí que entra TNM pra explicar.

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Meninas africanas exibindo absorventes reutilizáveis – foto: reprodução

Para meninas africanas, menstruar pode ser sinônimo de parar de estudar,  e o motivo é surreal a nós brazucas; Acreditem, elas param de estudar por  não terem dinheiro para comprar absorventes. E vc aí reclamando da vida! Analisa: um pacote de absorvente em Uganda equivale a um dia de trabalho, o que torna o uso de absorvente absolutamente inviável. A solução encontrada é permanecer em casa durante todo o período menstrual. A questão maior é que muitas meninas, por vergonha, não retornam a escola pós-período, abandonando definitivamente seus estudos – este costume ficou conhecido como a semana da vergonha.

E foi enxergando este cenário que uma colombiana em viagem a África quis ajudar, e após pesquisas, desenvolveu os primeiros absorventes reutilizáveis, passando a produzi los em larga escala, com criação da ONG Be Girl  com distribuição dos produtos a 13 países africanos.

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Meninas africanas exibindo absorventes reutilizáveis – foto: reprodução

As calcinhas de Bela Gil são similares as da colombiana e surgiram de uma situação muito familiar a qualquer menina; o pânico de ocorrer vazamentos do fluxo menstrual e manchar suas roupas. A situação constrangedora ocorreu à uma alta executiva americana durante uma reunião de negócios o que a levou, junto com colegas de trabalho, pesquisarem e desenvolverem industrialmente as primeiras calcinhas absorventes e reutilizáveis do mundo. O legal de tudo isso aí, é que as meninas americanas mantiveram o objetivo inicial da produção com a criação da marca Thinx e, envolvidas no projeto social chamado AFRIpads que produzem absorventes acessíveis e reutilizáveis para mulheres africanas, doam parte da renda da Thinx à instituição.

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Meninas africanas divulgando o Projeto Afripads – Foto: reprodução

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Bela Gil revela nas redes sociais o uso de calcinhas absorventes e reutilizáveis – foto: reprodução

Genial a idéia, não é mesmo?

Atualmente,  as calcinhas absorventes são vendidas apenas no site da Thinx mas entregam fora dos Estados Unidos (inclusive no Brasil!).  As peças custam em média 35 doletas, o que equivale  a R$ 120,00 (cento e vinte reais), ou aproximadamente o custo de uns 30 pacotes de absorvente, do mais simples.

Curiosa para testar? Eu sim, já quero!

 

13451009_1027596283998299_1900161649_nSou a Carol Lee! Amo moda, o que é ótimo para a carreira! Viajo o mundo a trabalho e minhas outras curtições! Tenho alegria de partilhar minha visão com você em TNM!

 

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Amanda Sthephaniehttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Preta. Pobre. Poeta. Periférica. Prounista. Filha de Oxum, tem paixão pela palavra e estuda o último ano de Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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