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sexta-feira, 03 dezembro 2021
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O que podemos aprender com Preto Zezé?

Na última segunda-feira, dia 16, Preto Zezé foi o convidado do programa Roda Viva, na TV Cultura.

Preto Zezé é cria das ruas, nasceu em Fortaleza, entre a favela das Quadras e o asfalto da Aldeota. Filho de doméstica e pintor, ele é o mais velho entre os cinco irmãos. Preto Zezé é empreendedor e sempre foi. Um de seus primeiros projetos foi ser lavador de carros pelas ruas da cidade. Depois se entregou a cultura dos bailes e em 1990 entrou para o ativismo por meio do rap. Foi aí que criou o Movimento Cultura de Rua, que é uma rede de jovens das favelas. Além disso, a organização atuava pelos diretos civis.

Djamila Ribeiro: “De quais homens nós estamos falando?”

Sua carreira vai longe, já escreveu livro, lançou sete discos, projetou programas r atualmente é o presidente internacional da CUFA GLOBAL.  A Central Única das Favelas é uma organização séria que traz benefícios reais aos moradores das comunidades. Reconhecida mundialmente, graças aos gênios da favela, hoje em dia muitas pessoas têm uma condição de vida mais digna. Entretanto, ainda há muito a ser feito. Em resumo, Preto Zezé é um homem que faz a favela vencer. Ele chegou longe, inda mais em um país como o nosso, e nessa caminhada levou muitos ao topo.

Racismo, favela e genocídio

Na última segunda-feira, dia 16, ele nos deu uma aula no programa Roda Viva, onde debateu tema como racismo, violência doméstica, genocídio e o futuro das favelas no Brasil. “Existe um racismo a brasileira, que é aquele que todo mundo assume que existe, mas ninguém assume que pratica.” Falas como esta são importantes para entender o que é ser antirracista. Não basta só postar no Instagram, é saber que o racismo está enraizado dentro de todos e que precisa urgentemente ser desconstruído. Afinal o racismo mata a todo segundo.

“Se no Brasil é a polícia quem mais mata – e isso deve ser rejeitado e repudiado -, é também onde a polícia mais morre. […] É preciso desnaturalizar esse genocídio que está montado dentro de setores da segurança brasileira. Eu quero discutir segurança pública com policiais, mas eu não consigo admitir que segurança pública seja sinônimo somente de munição, efetivo e viatura.”

Não esqueça de conferir esse trecho da entrevista, e se preferir ver a entrevista na integra acesse o canal Roda Viva https://youtube.com/user/rodaviva

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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