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O filme de Oge Egbuonu é uma carta de amor à mulheres negras

“Eu quero que esse filme reeduque as pessoas sobre as formas como fomos ensinados a ver e honrar mulheres negras”, disse a diretora do documentário (In)Visible Portraits.

Com uma produção que levou três anos, o documentário de Oge Egbuonu, (In)Visible Portraits [Retratos (In)Visíveis, em tradução livre], ressalta a dor, a resiliência e a beleza das mulheres negras afro-americanas e visa recuperar suas vozes. A diretora, escritora e produtra de 35 anos diz: “O título fala sobre como nossa sociedade apagou a contribuição das mulheres negras e ainda assim foi construída sobre suas costas.”

Oge Egbuonu foi criada numa família de imigrantes nigerianos em Houston, Texas, e se mudou para Los Angeles para ser gerente numa loja de varejo depois da faculdade, mas logo acabou se tornando professora de yoga restaurador. Um de seus ex alunos é Ged Doherty, co-fundador da produtora independente Raindog Films, e essa conexão a levou a produzir o filme Loving, de 2016, que fala sobre um casamento interracial que leva à prisão, estrelado por Ruth Negga e Joel Edgerton.

Agora, Egbuonu faz sua estreia na direção com (In)Visible Portraits, misturando poesia e arte e mudando a perspectiva sobre mulheres negras. Durante oito meses, seis dias por semana, 14 horas por dia, ela visitou arquivos e leu livros sobre mulheres negras por mulheres negras para criar o enredo de seu filme. “Espero que mulheres negras se sintam celebradas por isso”, ela diz. E completa: ““Eu quero que esse filme reeduque as pessoas sobre as formas como fomos ensinados a ver e honrar mulheres negras”.

(In)Visible Portraits, a que Egbuonu se refere como “uma carta de amor à mulheres negras”, contempla a história de negras acadêmicas, mulheres negras e mães negras como Helen Jones. “O filho de Helen, John Horton, foi assassinado pelo xerife do departamento na prisão”, diz a cineasta. “Não só ela perdeu o filho, ela ajuda outras mães negras que perderam os filhos pela brutalidade policial.”

O filme também destaca as formas como como a segregação médica, rótulos históricos e a cultura do estupro que assediam os corpos de mulheres negras, enquanto também eleva a fé, criatividade e forças destas mesmas mulheres. Em uma cena poderosa, Egbuonu pede às mulheres para que se olhem no espelho e ofereçam palavras amorosas para si mesmas aos 14 anos de idade.

“Quero dar espaço para criar histórias de mulheres negras e reverenciar suas contribuições para que elas não sejam esquecidas”, ela diz. “Este filme me reorganizou na forma mais linda por conta de tudo o que me ensinou.”

(In)Visible Portraits estará disponível no Vimeo on Demand em junho. O trailer está disponível com legendas automáticas em inglês no canal do filme no YouTube.

Via: Essence

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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