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terça-feira, 30 novembro 2021
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O ápice do racismo virtual: Nat da Natura está sob ataques

Nat, assistente virtual da Natura, ganhou repercussão por representatividade

Nat é o robô da Natura. A marca conseguiu emplacar uma imagem representativa como outras jamais se importaram em fazer. No tempo em que nem pessoas são diversas nas campanhas, isso é um grande feito. No entanto, a representatividade incomoda muito, mesmo quando é característica de um produto da inteligência artificial.

Pois é. Nat, um robô, está sofrendo ataques racistas no Twitter. A fusão do real com o virtual, que é uma conquista tecnológica tão relevante e importante, agora tem ganhado novas utilizações – e bastante criminosas. Na era do digital, ao que parece, tudo se torna possível.

Não é a primeira vez que ataques deste tipo acontecem. Lu, do Magalu, sofreu assédio sexual nas redes. Conforme indica o Hey Update My Voice, em parceria com a Unesco, Siri e Alexa, que sequer são compostas de forma imagética, também são vítimas deste tipo de abuso.

Em atenção a estas ações, o Hey Update My Voice busca expor o assédio cibernético, que tem se tornado cada vez mais recorrente. Em janeiro deste ano, o movimento chamou atenção para o preconceito de gênero contra assistentes virtuais como aconteceu com a Lu. Agora, parece que será necessário dar atenção também ao preconceito racial.

Estas situações revelam muito sobre a sociedade em que vivemos. O virtual nada mais é do que um reflexo do real e, ao mesmo passo em que avançamos com assistentes como a Nat, regredimos com atitudes racistas como as que estão acontecendo no Twitter.

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Amanda Sthephaniehttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Preta. Pobre. Poeta. Periférica. Prounista. Filha de Oxum, tem paixão pela palavra e estuda o último ano de Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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