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terça-feira, 31 março 2020
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Nosso Black é Power

Foto: Instagram

Galera TNM trago verdades ao iniciar o post falando de Paripe na Bahia, região que por iniciativa do Ministério Público (MP-BA) foi disponibilizado em 2018 aplicativo gratuito para registro de denúncias contra racismo e intolerância religiosa sendo o Estado o quarto do Brasil em percentual de negros da população autodeclarada sendo a média nacional de 55,4% conforme estatística prevista no mesmo ano do lançamento da ferramenta.

Em 2020, Paripe subdistrito de Salvador, um dos maiores e mais importantes bairros da cidade, apura através da Corregedoria uma (das várias) truculenta abordagem de policial a jovem em Subúrbio Ferroviário de Salvador o que já dá pra desconfiar quais os motivos para abordagem.

E pegando carona  na frase abaixo do garoto de 16 anos “agredido” na abordagem, TNM vem reafirmar o longo caminho a ser percorrido pela significativa população negra brasileira para conquista de dignidade, respeito as características da sua raça e o direito de ir e vir previsto na Constituição de nosso país; – “Não me sinto mais à vontade para usar [o black power] quero cortar meu cabelo, agora”, diz um assustado adolescente supostamente abordado na rua por usar black power e ser confundido com ladrão.


Jovem agredido em Paripe e seu poderoso black power. (Foto Reprodução Google)

Além do episódio vexatório, o jovem teme represaria por parte do  policial devido a ampla divulgação do vídeo que exibe as agressões, e conforme afirma a vítima, e o que nos leva a desconfiar das razões para abordagem, o agressor durante o episódio proferiu frases do tipo; “Você pra mim é um ladrão. Você é vagabundo! Essa desgraça desse cabelo. Tire aí [o chapéu], vá! Essa desgraça aqui. Você é o quê? Você é trabalhador é, viado?”, disse ao jovem retirando sua boina e jogando ao chão ao ouvir o rapaz dizer que é trabalhador.

Foto: reprodução Pinterest – Zendaya

Os motivos da abordagem ainda são especulação pois não foram divulgados e/ou esclarecido pelo policial, por ora as razões parecem ser racismo e motivado pelo uso do black power do garoto, o que não é novidade,  sendo diário o registro desse tipo de crime praticado por pessoas (não somente por alguns policiais) intolerantes e que residem num país de muitos hipócritas que acreditam que o tema já está superado e tudo trata se de mero mimimi. E, mais importante que aderir o cabelo do poder, é entender o significado do que um poderoso black power representa em nossa história, e fazer a melhor escolha de não desistir dele, e o conselho aqui, é RESISTIR. Leia até o fim do post e faça sua escolha.

Foto: reprodução Pinterest

Muito mais que estética o Black Power é símbolo poderoso do Movimento pelos Direitos Civis, onde após o período de escravidão nos Estados Unidos, a maioria dos negros penteava os cabelos na tentativa de imitar seus opressores pois colonos europeus consideravam os cabelos crespos indesejáveis. Os europeus consideravam a textura de cabelos lisos e finos o ideal. O cabelo crespo era a antítese do padrão euro-americano de beleza, pois possuir cabelo afro era negativo e vergonhoso.

O Movimento dos Direitos Civis provocou uma mudança na maneira como os negros viam seus cabelos e a si mesmos. O movimento foi um catalisador para os negros abraçarem quem eles eram, incluindo naturalmente a textura dos cabelos. Na comunidade afro-americana, houve uma apreciação renovada pela estética negra, resultando na frase popular ” “Black is Beautiful”.

o afro tornou-se um poderoso símbolo político que refletia o orgulho que se tinha em sua ascendência africana. Os negros não estavam mais tentando assimilar. A proeminente ativista dos Direitos Civis, Angela Davis, levou muitas mulheres a seguir seus passos. Essa noção foi promovida por funcionários da lei, políticos e pela mídia.

Foto: reprodução Pinterest – Festival Afropunk

E a novidade como resposta de TNM a todos os intolerantes agressores será NÃO reproduzir aqui as imagens ou vídeos em que estamos no papel de vítimas açoitadas por senhores, a proposta TNM sempre será reproduzir o nosso melhor “close” após a informação, o que evita a alienação. E pra reafirmar o que somos e não o que querem que sejamos, espia a sequência de fotos abaixo, admire, orgulhe se, reflita sobre a leitura do post e o mais importante, RESISTA.

Foto: Matheus Leite
Foto: Bob Wolfenson – Tais Araújo e Lázaro Ramos
Foto: reprodução
Foto: reprodução
Foto: reprodução

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