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domingo, 03 julho 2022
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Nós, mulheres da periferia lançou uma websérie

"Nós, mulheres da periferia" é um site já consagrado e agora conta com a websérie Poesia delas: as mulheres na literatura periférica”

Nós, mulheres da periferia, um espaço para as histórias de mulheres negras e periféricas, lançou em outubro a websérie “Poesia delas: as mulheres na literatura periférica”, que apresenta entrevistas com personagens femininas que fazem parte deste fenômeno literário.

A primeira temporada celebra as comemorações dos 20 anos do movimento literário nas periferias da cidade de São Paulo, datado a partir da publicação, em 2001, do “Manifesto de Literatura Marginal”, na Revista Caros Amigos, coordenado pelo escritor Ferréz, além do aniversário do Sarau da Cooperifa, que começou no mesmo ano. 

“Nosso objetivo é contar a história do surgimento do movimento literário a partir da narrativa das mulheres que fizeram parte dessa história e contribuíram para seu desenvolvimento, e que, muitas vezes, não são tão reconhecidas”, explica Lívia Lima, jornalista do Nós, mulheres da periferia, que produziu as entrevistas e o roteiro da websérie, e possui pesquisa acadêmica sobre literatura periférica. 

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A estreia da websérie aconteceu durante o Festival Estéticas das Periferias, em outubro, e, desde então, Nós, mulheres da periferia divulga os episódios semanalmente em seu canal do Youtube.

Em cinco episódios, cada um com a história de uma mulher – dentre produtoras culturais, escritoras e pesquisadoras – a websérie “Poesia delas” faz um retrato do surgimento do movimento de literatura nos bairros periféricos de São Paulo. 
Já estão disponíveis as entrevistas com Suzi Soares (Sarau do Binho), Rose Dorea (Cooperifa) e Elizandra Souza (Coletivo Mjiba), e, nas próximas semanas, serão divulgados os episódios com a antropóloga Érica Peçanha e a poeta Jenyffer Nascimento. 

Como surgiu o “Nós, mulheres da periferia”?

Um local onde as vivências ganham forma. Além disso, o “Nós, mulheres da periferia” é uma aula sobre como fazer jornalismo real e sem estereótipo. Pensando em criar aquilo que faltava no mercado, as integrantes publicaram um artigo na seção “Tendências/Debates” da Folha de S. Paulo, mostrando a falta de direitos que assombra as mulheres da periferia no Brasil.

Em um país tão desigual, ter um veículo gerenciado e produzido por mulheres periféricas é um marco histórico e um ato de resistência. Além disso, em sua maioria são negras, por isso os textos exalam autenticidade e empatia.

As pautas são pertinentes, com temas variados, sempre levando a perspectiva da periferia da maneira correta.

O Nós já foi premiado, com destaque para o Prêmio Almerinda Farias Gama da Prefeitura de São Paulo para iniciativas na área de comunicação ligadas à defesa da população negra e o Prêmio Antonieta de Barros – Jovens Comunicadores Negros e Negras, da extinta Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, ambos em 2016.

“Somos mulheres que criaram um site para escrever textos e registrar histórias que não encontravam em lugar nenhum. Em um país em que as mulheres estão à margem da liderança dos meios de comunicação, o Nós mulheres da periferia é uma empresa jornalística fundada e autogestionada por mulheres negras e periféricas.”

Trecho da carta de apresentação do site Nós, mulheres da periferia.

Websérie – Poesia delas: mulheres na literatura periférica

Realização: Nós, mulheres da periferia

Roteiro e entrevistas: Lívia LimaDireção;

Audiovisual: Semayat Oliveira;

Direção de arte: Gabriela Lucena;

Edição de som e imagem: Mariana Prudêncio (Zalika Produções);

Apoio: Ação Educativa – Estéticas das Periferias

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Maria Angélica
Maria Angélicahttps://todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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