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segunda-feira, 29 novembro 2021
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Nia Long fala sobre falta de diversidade em “Encontro Fatal”

Atriz atribui à produtora a falta de diversidade, não à Netflix.

Nia Long, atriz de produções como Um Maluco no Pedaço e Empire e produtora do lançamento da Netflix Encontro Fatal, deu uma entrevista ao portal Insider sobre o filme. Ela fala sobre o que parece ser um longa que segue as premissas que muitos vêm pedindo a Hollywood, com oportunidades para talentos negros em diferentes posições da indústria de filmes mas que se mostra, na verdade, um filme sem diversidade, dos membros da equipe à produção.

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Long conta que, originalmente, o filme tinha um elenco branco. Após ser comprado, a Netflix optou por contar a história com atores negros e acabou convidando a atriz para estrelar e produzir, além de contratar a roteirista Rasheeda Garner para se unir à equipe. Long diz: “Desde então, Rasheeda e eu nos tornamos amigas e acho que ela é uma escritora incrível.”

No entanto, Garner se uniu a uma equipe – branca – que já estava pronta. Long diz que espera que o filme sirva para que ela tenha a oportunidade de estar na linha de frente em outras produções e não que seja trazida porque os atores principais são negros. Ela acrescenta: “Ela deveria escrever enquanto uma mulher afro-americana nesta indústria.”

Long diz que, ao se unir à equipe, ficou desapontada ao notar que havia cerca de 3 pessoas negras em todo o time e que eles já eram uma família feliz quando ela chegou. Ele também se posiciona, dizendo que “a realidade é que isso é culpa da produtora” e que não é sobre Encontro Fatal, mas sobre uma questão sistêmica em Hollywood e que sua próxima produção será diferente.

A atriz e produtora também diz já queimou muito por estar sozinha se posicionando sobre estas questões e acrescenta que respeita muito o diretor do filme, que é um homem branco, e que ele quis respeitar sua voz e por isso contratou Rasheeda. Ela acrescenta: “Embora isso tenha sido uma oportunidade, eu quero mais. Quero mais para ela, quero mais para mim, quero mais para escritoras e diretoras negras nessa indústria para não sermos usadas para consertar alguma coisa, mas para contar nossas histórias de modo realmente autêntico.”

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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