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terça-feira, 07 dezembro 2021
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Michaela Coel quer transformar sua visão sobre estupro

A nova série da atriz, roteirista, cantora, compositora, poeta e e dramaturga britânica Michaela Coel, mais conhecida no Brasil por sua série da Netflix Chewing Gum, é um tanto difícil de engolir.

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Coel, que escreveu, produziu e estrelou a série I May Destroy You [Pode Ser Que Eu Te Destrua, em tradução livre], que vai ao ar pela HBO, relata a história de uma mulher que sofreu abuso, experiência que ela mesma já passou. O abuso teria ocorrido enquanto a comediante escrevia a série mencionada anteriormente. Durante o Festival Internacional de Televisão de Edimburgo, ela relatou: “Eu virava a noite nos escritórios da empresa; Eu tive uma crise às 7 da manhã. Fiz uma pausa e tomei uma bebida com um bom amigo, que estava por perto. Eu voltei à consciência escrevendo a segunda temporada [de Chewing Gum], muitas horas depois.”

Coel teve um flashback e descobriu posteriormente que havia sido sexualmente atacada por estranhos. Ela usou o episódio como inspiração para sua série seguinte, que explora abuso sexual – incluindo as definições (e, sim, há mais de uma) de estupro e muito mais.

A série fala sobre abuso, mas é muito mais do que isso. É sobre três amigos e suas experiências com sexo e traumas, mas também com o amor, consenso, autocuidado, lealdade, perdão, autoestima, redes sociais, fama e insegurança. A amizade de infância persiste em ambientes onde ménages, cocaína e fazer xixi com a porta aberta são bastante comuns.

Na série, temos Arabella, interpretada por Michaela Coel, uma influencer que virou escritora, com seu cabelo rosa, que é vulnerável e insegura, mas também justa, aventureira, cheia de opiniões e graciosa. Arabella é tragicamente humana em seu desejo em ser amada, ser ouvida, ser vista. Sua melhor amiga, Terry (Weruche Opia), uma aspirante a atriz com medo de palco e o melhor amigo das duas, Kwame (Paapa Essiedu), um instrutor fitness abertamente gay que é viciado em sexo ou tem problemas com comprometimentos (ou talvez ambos) completam a trama.

É provável que a série seja comparada à Insecure ou Girls por retratar a vida de jovens negros e a busca por autoconhecimento. Talvez até com Ela Quer Tudo, de Spike Lee, disponível na Netflix, por tratar da relação de Millenials com sexo e relacionamentos. Mas I May Destroy You é diferente.Até porque Coel persiste no trauma do abuso, ao contrário de outros autores. E tem toda a questão do humor britânico, diferente das produções americanas a que estamos acostumados, e do fato de a amizade entre os três personagens ser baseada em sua raça, mas também em sua experiência como a primeira geração de descendentes de imigrantes da África Ocidental. Seja como for, a habilidade de Coel de captar humanidade faz com que você se sinta familiarizado com a série de onde quer que assista. Os personagens se parecem com pessoas como nós. E tudo bem se você precisar de um tempo entre um episódio e outro (ou uma cena ou outra). Mas vale a pena conferir.

Via: Essence

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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