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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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Justiça condena Luanna Teofillo a pagar indenização por denunciar racismo

Após quase 4 anos desde que foi vítima de racismo na empresa que trabalhava, a mestre em linguística Luanna Teofillo foi condenada a pagar R$ 15.185,62 à companhia. Esta, que se trata de uma empresa de comunicação americana com filial em São Paulo, alegou que Luanna relacionou uma notícia sobre racismo com um fato acontecido na empresa em um post no LinkedIn.

O crime aconteceu em 2016, quando a chefe de Luanna a humilhou por conta das suas box braids. “Tira isso!”, expressão usada pela diretoria para discriminar a funcionária diante da equipe, virou nome de uma página criada para denunciar casos de racismo no ambiente corporativo. A página teve que sair do ar depois que a empresa processou a ex-funcionária e o Facebook.

Luanna foi demitida ainda em 2016, após a repercussão da denúncia de racismo na rede social. Na época, ela fez uma denúncia criminal e administrativa, porém passou a ser discriminada e humilhada pela sua gerente em várias ocasiões até resultar na sua demissão.

A empresa e a diretora geral da companhia – responsável pelo crime de racismo – processaram Luanna Teofillo três vezes: uma no juízo cível, onde a ação foi julgada improcedente e duas vezes na Justiça do Trabalho. A primeira foi considerada improcedente e a segunda condenou a profissional em primeira e segunda instância.

Luanna Teofillo é formada em Direito pela Universidade Mackenzie e fez mestrado em Linguística na Universidade de Sorbonne, na França. Fundou uma startup de desenvolvimento de negócios, a Doorbell Ventures e o blog Efigênias.

O caso da Luanna não é o primeiro e nem o último a acontecer neste país. Isso só prova que, por mais que exista ações antirracistas e situações como essa vindo à tona, estamos muito longe viver em uma sociedade mais justa e igualitária. Como a própria Luanna já declarou em uma entrevista ao site Minas Programam, “grandes empresas todos os dias perdem grandes profissionais por conta do racismo, da homofobia, da xenofobia”.

O ano é 2020, mas pensamentos e atitudes como esses, infelizmente, ainda estão na realidade do dia a dia de muitos brasileiros pretx. E pior: saber que casos como esse podem ser usados contra qualquer trabalhador que denuncie o assédio e discriminação no trabalho.

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