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segunda-feira, 29 novembro 2021
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Jornalista abre livraria voltada a autores negros

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Há 5 meses Etiene Martins deu um passo importante para o povo negro e para o branco também. Ela abriu uma livraria que contemple apenas os autores negros. “A maior parte da população é negra e, mesmo assim, a maior parte das livrarias não tem livros que nos representam. Daí a importância desta iniciativa”, explica a dona da livraria sobre sua motivação.

Se você tem o hábito de ler, quantos autores negros você já leu? E quando você vai à livraria, quantos livros de autores negros você encontra lá? E não é que não tenham pessoas negras escrevendo por aí. Acontece que estes, não se tornam best sellers ou têm posição de destaque nas livrarias.  E se o livro conta sobre o povo africano ou o povo descendente destes, é pior ainda. “África não vende” eu ouvi uma vez de um acadêmico branco. Esta lógica racista e excludente faz com que as livrarias não reconheçam valor nos livros sobre o povo negro, logo, não darão ênfase a eles ou nem comprarão seus exemplares.

Etiene se cansou de não ver livros de autores negros nas prateleiras das livrarias que frequentava. Juntando com a situação de racismo que sofreu no ano passado num supermercado em Belo Horizonte, percebeu que deveria fazer algo para mudar essa realidade. A livraria Bantu fica em BH e conta com cerca de 500 títulos de todos os gêneros literários e voltados para todos os públicos.

“A literatura não dá conta de acabar com o racismo, mas ela pode fazer com que os leitores negros se empoderem e os leitores brancos conheçam mais a nossa história. Não se trata apenas de literatura negra, é literatura brasileira” conta a jornalista e criadora do Jornal Afronta.

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