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segunda-feira, 16 maio 2022
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Itaú Cultural funcionará de forma híbrida, com espetáculos presenciais e online no mês de Maio

Espetáculos online e presenciais marcam o mês de Maio no Itaú Cultural.

Em maio, a programação teatral do Itaú Cultural mescla atividades presenciais, virtuais e, pela primeira vez, em formato híbrido, disponibilizando on-line ao público o mesmo espetáculo em cartaz presencialmente na Sala Itaú Cultural.

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A partir do dia 1 de maio, entram no ar duas montagens no Youtube: no Palco Virtual Adulto, o espetáculo é ‘Marília Gabriela Não Vai Mais Morrer Sozinha’, dirigido por Fabiano Dadado de Freitas e encenado pelo Coletivo UTC-4, do Amazonas. A outra apresentação é no Palco Virtual Ancestralidades, com a peça ‘Em Busca de Judith’, que leva à cena o drama familiar verídico da atriz baiana Jéssica Barbosa, ao descobrir que sua avó paterna não morreu em um acidente de carro, mas em um hospital psiquiátrico.

Estreando o formato híbrido na programação teatral do Itaú Cultural, esta peça também é apresentada na sede do instituto nos dois primeiros finais de semana do mês. O espetáculo dialoga com a exposição de Arthur Bispo do Rosário, que o IC abre em maio, e também com a Revista do Observatório 31, sobre saúde mental.

A programação on-line fica disponível do dia 1 de maio, domingo – a partir das 15h para o Palco Virtual Ancestralidades, e das 19h para o Palco Virtual Adulto –, até às 23h59 do dia 29, podendo ser conferida 24 horas por dia. A presencial tem temporada de 5 a 15 de maio (sempre de quinta-feira a domingo). As atividades são gratuitas, e os ingressos devem ser reservados pela INTI.

‘Em Busca de Judith’ investiga as vozes femininas silenciadas pela estrutura manicomial e pelo conceito de loucura, tendo como ponto inicial a história familiar verídica de Jéssica Barbosa. Neste primeiro solo concebido e interpretado pela atriz leva a público sua história de vida: da infância até os 32 anos, acreditou que a avó paterna, Judith Alves Macedo, havia morrido em um acidente de carro.

A história, no entanto, teve uma reviravolta quando Jéssica encontrou uma fotografia de família dentro de um livro e ouviu um relato de que a avó, uma mulher negra, mãe de cinco filhos, foi internada compulsoriamente em um hospital psiquiátrico, onde ficou até morrer, em 1958. Assim saiu em busca da história real de sua avó.

Essa descoberta, permeada pelo silenciamento das vozes femininas e das questões que atravessam o sistema manicomial, se transformou na matéria prima do espetáculo. Nele, Jéssica Barbosa, além de encenar, divide a idealização e a dramaturgia com Pedro Sá Moraes, que assina, ainda, a direção musical da peça, que tem trilha interpretada ao vivo por Alysson Bruno (percussão e voz) e Muato (voz, baixo, guitarra e violão).

A programação do Palco Virtual Ancestralidades faz link com a plataforma Ancestralidades, lançada em novembro de 2021 pelo Itaú Cultural e a Fundação Tide Setubal. Neste ambiente digital, voltado às heranças culturais do Brasil, o público poderá conferir texto reflexivo sobre o espetáculo.

A programação acontece, ainda, em sinergia com a exposição que o Itaú Cultural abre no dia 18 de maio, Dia da Luta Antimanicomial, de Arthur Bispo do Rosário. O artista visual desenvolveu, com objetos cotidianos da Colônia Juliano Moreira, onde viveu internado, uma produção reconhecida nacional e internacionalmente.

O Palco Virtual adulto deste mês apresenta Marília Gabriela Não Vai Mais Morrer Sozinha, espetáculo estreado em 2018 pelo Coletivo UTC-4, do Amazonas, agora transformado em peça-filme. A peça dá continuidade à proposta do grupo de levar ao palco contos da literatura brasileira adaptados para a contemporaneidade.

Inspirado em recortes de textos de autores como Marcelino Freire, Milton Hatoum, Copi e Valère Novarina, o espetáculo se passa em um universo distópico, imaginário, no qual quatro atores são personagens de si mesmos, e se encontram apenas pra dizer algo, mas não sabem como começar. Procuram por palavras, que talvez não estejam ali e nem em lugar algum. Mas eles estão no palco, e acreditam que o teatro é o lugar de se dizer algo.

Diante de uma possibilidade de finitude, os atores buscam se reinventar. Entre outras coisas, se questionam se de fato são reais ou personagens saídos de um livro, e onde começa a ficção e termina a realidade. A proposta do espetáculo, no entanto, é transformar as questões em cenas as mais viscerais possíveis.

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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