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segunda-feira, 06 dezembro 2021
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Fragmento Urbano ressignifica a ancestralidade em espetáculo de dança

Na crença dos orixás do Candomblé, a encruzilhada representa a passagem entre dois mundos, o divino e o humano. O espaço limítrofe entre o profano e o sagrado. Exu é o orixá guardião das encruzilhadas, guarda a porta da casa de Oxalá. Não é à toa que o novo espetáculo de dança do grupo Fragmento Urbano se chama Encruzilhada. O espetáculo trata sobre este lugar de passagem e vai ressignificar a ancestralidade,  os espaços urbanos e as relações sociais que os permeiam.

Uma linguagem experimental e contemporânea que resgata a memória coletiva e as memórias pessoais de cada integrante do grupo e ocupa diversos espaços da cidade. Des de o mês de maio já estão acontecendo apresentações. O grupo foi contemplado pelo 23o Edital de Fomento à Dança da cidade de São Paulo e além do espetáculo apresenta o documentário de dança Encruzilhada: as marcas de um processo” –  em diálogo com outros documentários –  às vivências corpóreo-teóricas; e a publicação de um livro (marcada para dezembro), além das vivências e rodas de conversa com convidados que dialogam com a temática.

O Grupo Fragmento Urbano é um grupo de dança que nasceu em 2009 da inquietude de jovens advindos da periferia da Zona Leste de SP que traziam como ponto de interesse comum trabalhar com as Danças Urbanas (Hip Hop) . O desejo inicial desse grupo, que se consolidou ao longo dos anos como foco de pesquisa, era trazer as danças urbanas permeadas por procedimentos de danças contemporâneas para uma proposição cênica concebida para contextos de espaços públicos da urbanidade.

“Muita gente aqui tem fome, mas não é só de comida. Tanta coisa que se tem, mas é pouco repartida e o resto que te sobra é a pobreza dividida.Trago em contrapartida minha dança encruzilhada, vivo ela a cada dia, riqueza compartilhada, tenho a barriga vazia, mas a mente engatilhada”. Trecho do espetáculo 

 A experiência adquirida pelo grupo através de pesquisas de linguagem, onde corpo, reflexões e teorias se entrelaçam, trouxe o desejo de apresentar criações contemporâneas em regiões periféricas e marginalizadas, mantendo a discussão sobre atualidade, ancestralidade e as relações sociais que a população permeia. No próximo final de semana estarāo na zona leste em uma vivência com a Professora doutora em dança Renata Lima e no domingo apresentam o espetáculo na Casa de Cultura de São Mateus. As atividades promovem o encontro e intercâmbio entre artistas e o público, todas bem integradas, conectadas e complementares.

 

Acompanhe as próximas apresentações:

todas as atividades são gratuitas

 Junho

Vivencia com Renata Lima

Oficina Cultural Alfredo Volpi | Dias 23 e 24 (sab e dom) das 11 às 15h

Vivência prática e teórica que aborda a temática étnico racial

Duração: 4 h | Recomendação: Livre

 Rua Américo Salvador Novelli, 416 – Itaquera, São Paulo – SP

 

Espetáculo “Encruzilhada”

Casa de Cultura de São Mateus | Dia 24 (dom) às 16h

Duração: 50min | Recomendação: Livre

Rua José Francisco dos Santos, 502 – Jardim Tiete – São Paulo – SP

Julho

Vivencia com Alan da Rosa

Oficina Cultural Alfredo Volpi | Dias 04 e 05 (qui e sex) das 16h às 20h

Bate-papo sobre as estéticas periféricas

Duração: 4 h | Recomendação: Livre

 Rua Américo Salvador Novelli, 416 – Itaquera, São Paulo – SP

Espetáculo “Encruzilhada”

Sarau Urutu | Dia 08 (dom) às 18h30

Duração: 50min | Recomendação: Livre

Rua Urutu, s/n – Vila Jacuí – São Miguel Paulista

Espetáculo “Encruzilhada”

Slam da Guilhermina | Dia 20 (sex) às 19h

Duração: 50min | Recomendação: Livre

Metrô Guilhermina  – Praça Anexa ao metrô Guilhermina – esperança (lado esquerdo ao sair da catraca)

Rua Astorga, 774

Espetáculo “Encruzilhada”

Casa de Cultura do Campo Limpo | Dia 21 (sab) às 14h

Duração: 50min | Recomendação: Livre

Aroldo de Azevedo, 100 – Jardim Bom Refugio

 

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