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segunda-feira, 17 janeiro 2022
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Fora de Frequência: o hip-hop consciente

O terceiro episódio de Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia traz o coletivo "Fora de Frequência".

A série Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia, chega ao seu terceiro episódio e conta a história do coletivo “Fora de Frequência”. Tudo começou no Jardim Ângela, zona sul de SP, em 2006. Com um objetivo nobre, o grupo de hip hop veio para mostrar que o rap é um estilo de vida consciente.

O coletivo trabalha para incluir os da região do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. Essa história embala o terceiro episódio de Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia, série da Ponte Jornalismo em parceria com a Todos Negros do Mundo.

O Fora de Frequência atua no centro cultural Mocambo desde 2018. Alan, integrante do grupo participa da conversa com a apresentadora Stephanie Catarino. O espaço foi fundado por meio de um edital para projetos culturais.

A casa Mocambo se tornou um símbolo de cultura. De acordo com Alan, já teve evento que chegou a reunir cerca de 16 mil pessoas em atividades na rua e no espaço.

“Aqui nunca teve um centro cultural, ainda mais com linguagem periférica que tem o hip hop. Entretanto a gente passou a circular em escolas. Levávamos os quatro elementos do do hip hop, muita divulgação na internet, pedíamos para os artistas fazer vídeos”, detalha.

As oficinas criadas pelo grupo são famosas na região e reconhecidas pelos moradores.

Segundo episódio de Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia

A adaptação

Contudo, a produção cultural do coletivo “Fora da Frequência” foi totalmente afetada. No entanto, há mais de um ano o coletivo tem se mantido de forma independente. O auxílio de algumas entidades e da Lei Aldir Blanc, ajudam a continuar seguindo.

A saída foi se adaptar e tentar correr da sobrevivência e da arte, coisas que estão interligadas. Por isso, o coletivo não parou a solução foi trazer as atividades para o meio online.

“Estamos com uma programação online agora, fazendo lives, mas presencialmente a gente trabalhava com oficinas com DJ, MC, break e grafite para crianças e adolescentes do Jardim Ângela”, explica Alan.

Mas não é só isso, levando em conta a formação dos jovens, o coletivo criou a iniciativa Hip Hop Ontem, Hoje e Amanhã. A ação tem o investimento nos educadores e une elementos da cultura de rua com shows de rappers e artistas regionais.

O setor cultural, ainda mais na periferia continua sentindo o baque devastador da pandemia. “Os desafios são gigantes e alguns artistas precisam até desencadear trabalhos fora da cultura para poder garantir a subsistência”, relata Alan.

Para manter a programação do Fora de Frequência neste período, foi criado o programa musical de lives “Mocambo En Tu Casa” no YouTube.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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