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quinta-feira, 02 dezembro 2021
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Festival Afrikanse realiza edição online e sarau com artistas africanos

Evento, que ocorre com apoio do Proac Lei Aldir Blanc, promove intercâmbio entre dois continentes com programação que inclui variadas expressões das culturas africana e afro-brasileira.

Celebrar, divulgar e valorizar a cultura de matriz africana. Norteados por essas premissas e com o país imerso em uma pandemia, o Festival Afrikanse se realizará por meio de transmissão via plataformas digitais, entre 13 e 18 de abril, em movimento de exaltação às expressões culturais de dois continentes. Com personalidades do Brasil, Angola, Camarões e Senegal, entre outros países, a programação contempla atividades variadas para o público, como giras de conversa, vivências artísticas e o tradicional Sarau Afrikanse.

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O evento, organizado por Ermi Panzo (Angola) e Rita Teles (Brasil) – produtores que viabilizaram, em parceria com o Sesc, as edições de 2018 e 2019 da Semana Afrikanse –, busca gerar protagonismo ao legado ancestral e diaspórico tanto nas atrações para o público quanto nos bastidores do evento, totalmente conduzido por profissionais negros e balizado por um intenso trabalho de mapeamento e conexão entre artistas e pensadores. “Há um contexto político na realização e seleção dos artistas e dos demais profissionais que participam do festival”, conta Rita, que defende a iniciativa como um fator de empoderamento. Panzo destaca que “alguns destes artistas, africanos residentes no Brasil, enfrentam de várias formas um preconceito velado quanto à sua situação de imigrantes. É preciso desfazer este paradigma”.

A abertura dessa conexão África + Brasil será marcada pela bênção das Mamas, que, em gira de conversa, destacará as figuras femininas na cultura de matriz africana e contará com a participação de presenças notáveis, como Nega Duda (Brasil), Melanito Byouz (Camarões), Dona Jacira (Brasil) e Dona Engracia (Angola). No segundo dia da programação, é a vez da gira “Conexão Artes Visuais” com os artistas Mumpasi Meso (República Democrática do Congo), François Muleka (Brasil) e Jesse Jane (Moçambique).

A moda é assunto da gira “Estética e Resistência”, que reunirá profissionais do setor para um debate sobre empoderamento e valorização do segmento em vestuário e estilo. Participam dessa gira Nana Milumbe (Brasil), Tekasala (Angola), Hanayrá Negreiros (Brasil) e Tchiloya Vagnaide (Angola).

A atividade literária não poderia ficar de fora do evento, e esta será tema da gira de conversa “Narrativas Literárias”, que ocorrerá em 16/4 com as participações de Akins Kinté (Brasil) e Kunta Kinté (Senegal). Neste encontro os artistas compartilharão similaridades em seus processos de criação artística da palavra falada e da palavra cantada (ritmo + poesia).

O penúltimo dia da programação está reservado para uma vivência entre criadores de tendências e influenciadores sobre novas formas de pensar e revisitar as diversas culturas das áfricas na diáspora contemporânea com a participação de Mister Prav (Benin), Ndeye Fatou Ndiaye (Brasil-Senegal) e Vensan Iala (Guiné Bissau).

O último dia de festival levará ao público o tradicional Sarau Afrikanse. O espetáculo multilinguagem, apresentado pela artista e ativista de direitos humanos Prudence Kalambay (República Democrática do Congo), contará com a participação de renomados artistas africanos já estabelecidos na diáspora brasileira: Fanta Konaté (Guiné Conacri), Ermi Panzo (Angola), Daphney Mapaseka Tukisi (África do Sul), Vocal Kuimba (Angola), Tyno Val (Togo), Vindas d´África (Cabo Verde e Angola), Jessica Areias (Angola) e outros.

As transmissões do Festival Afrikanse ocorrerão simultaneamente via página do Facebook da Núcleo Coletivo Das Artes e também no canal do YouTube das Edições Afrikanse.

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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