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sexta-feira, 01 julho 2022
HomeCelebridadesElza Soares é homenageada pelo Baixo Augusta; artista ganhou grafite na Consolação

Elza Soares é homenageada pelo Baixo Augusta; artista ganhou grafite na Consolação

Elza Soares, que faz 90 anos em 2020, é a grande homenageada do Baixo Augusta. (Foto: Reprodução/Instagram)

A cantora Elza Soares foi uma das atrações do desfile da Acadêmicos do Baixo Augusta neste domingo (16). Assim como Fafá de Belém, Elza, que tem 89 anos, promoveu uma das apresentações mais politizadas do dia. “A Carne”, canção que fala sobre racismo, foi a primeira música que ela cantou ao subir no palco, por volta das 17h. 

Elza Soares canta alguns de seus maiores sucessos. (Reprodução/Instagram)

Paralelamente à apresentação da artista, o Baixo Augusta revelou seu tradicional grafite que, este ano, foi uma homenagem à Elza Soares. O bloco grafitou, em um prédio, localizado na Consolação, uma imagem enorme da cantora com a seguinte frase: “Viva a Resistência”, tema do desfile do Baixo Augusta deste ano.

Elza ganhou homenagem na Consolação. (Foto: Reprodução Instagram)

Carnaval no Rio

Além das homenagens que ganhou em São Paulo, Elza também será homenageada no Rio de Janeiro. A cantora será o samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel. Com o título “Elza Deusa Soares”, a agremiação quer mostrar todas as facetas da artista cuja carreira é marcada pela luta contra o racismo, a censura, o preconceito e a violência contra a mulher. 

A Mocidade Independente de Padre Miguel desfila na segunda-feira (24) de carnaval. A escola é a quinta agremiação a desfilar na Sapucaí. Confira o samba-enredo da Mocidade:

Letra do samba da Mocidade Independente de Padre Miguel

Lá vai, menina 

Lata d’água na cabeça 

Esqueça a dor 

Que esse mundo é todo seu 

Onde a água santa foi saliva 

Pra curar toda ferida 

Que a história escreveu 

É sua voz que amordaça a opressão 

Que embala o irmão 

Para a preta não chorar 

Se a vida é uma aquarela 

Vi em ti a cor mais bela 

Pelos palcos a brilhar 

É hora de acender 

No peito a inspiração 

Sei que é preciso lutar 

Com as armas de uma canção 

A gente tem que acordar 

Da “lama” nasce o amor 

Quebrar as agulhas 

Que vestem a dor 

Brasil 

Esquece o mal que te consome 

Que os filhos do Planeta Fome 

Não percam a esperança 

Em seu cantar 

Ó nega! 

Sou eu que te falo em nome daquela 

Da batida mais quente 

O som da favela 

A resistência em oração 

Se acaso você chegar 

Com a mensagem do bem 

O mundo vai despertar 

Deusa da Vila Vintém 

És a estrela 

Meu povo esperou tanto pra revê-la 

Laroyê e Mojubá 

Liberdade 

Abre os caminhos pra Elza passar 

Canta Mocidade! 

Essa nega tem poder 

É luz que clareia 

É samba que corre na veia

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