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segunda-feira, 06 dezembro 2021
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Mulheres no rap: Drik Barbosa

Conheça um pouco mais da carreira de Drik Barbosa, das batalhas da Santa Cruz aos seus novos projetos no rap, na moda e no mundo dos games.

Teve uma época em que eu não sabia direito quem era Drik Barbosa. Quando procurava por ela no Spotify, só encontrava as músicas do Marcelo Gugu. Isso porque ela fez muitos refrões antes de chegar nas músicas de sua própria autoria.

Mas muitas águas rolaram desde então. As parcerias com o Emicida, o contrato com a Laboratório Fantasma, o EP, o coletivo Rimas & Melodias, o álbum. Sem dúvida, Drik Barbosa é hoje uma grande referência do rap nacional, dá voz pras minas e pras monas e aposenta uns camaradas por aí. Acompanhe algumas partes da carreira dessa musa.

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Drik Barbosa: Início de carreira

Talvez o peso de suas rimas escondam isso, mas Drik Barbosa tem só 28 anos. Ela, que compõe desde os 14 anos, conta que seu interesse na música vem de sua família. Em entrevista ao RAPTV, ela diz que sempre morou em vila e seus tios ouviam muito rap, o que fez com que ela se interessasse desde quando não entendia muito bem o que o movimento hip-hop significava.

A partir daí, seu envolvimento só cresceu. A ponto de a cantora participar dos primeiros anos das batalhas dos MCs, em 2006, quando as batalhas ainda nem atraíam tantas pessoas assim na Santa Cruz. Ela atribui toda a sua base a essas batalhas, que ela frequentava quase todos os finais de semana. Pouco depois, Drik teve seu próprio grupo de rap, o CHL (companheirismo, humildade e lealdade).

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Fióti, Emicida e Drik Barbosa. (Foto: Reprodução)

Drik Barbosa e a Laboratório Fantasma

Bem, qualquer um que acompanhe um pouquinho do trabalho da Drik Barbosa sabe que ela sempre foi muito fã do Emicida. Ela até conta em entrevista a Rolling Stone que ouvia os versos quando precisava de inspiração para os seus próprios versos. Sua mãe conta que, em 2013, recebeu uma ligação de Fioti em casa com um convite para a gravação de “Aos Olhos de uma Criança” (que posteriormente recebeu uma indicação Oscar). A partir daí, outras parcerias vieram até que, em 2017, Drik entrou oficialmente no elenco da Laboratório Fantasma.

Já em 2018, ela lançou seu primeiro EP, Espelho, que ocasionou em seus primeiros shows solo – se não me engano (porque eu estava lá), no Sesc Ipiranga – e em 2019 lançou seu primeiro álbum, cujo título é Drik Barbosa.

Também em entrevista ao RAPTV, ela fala sobre a importância da Laboratório Fantasma em sua carreira. Ela diz que desde o início se sentiu respeitada. Em suas próprias palavras, é mais do que dinheiro. Segundo ela, mais importante do que criar um personagem que vá render muito, o que ela quer é poder ser quem ela é e produzir conteúdo que tenham a sua cara.

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Drik Barbosa no coletivo Rimas & Melodias.

Rimas & Melodias

Em 2015, surgiu o grupo Rimas & Melodias, do qual Drik é integrante. O grupo conta com Alt Niss, Drik Barbosa, Karol de Souza, Mayra Maldjian, Stefanie, Tássia Reis e Tatiana Bispo e lançou um EP em 2017. Desde então, as integrantes estão cuidando de seus projetos pessoais, mas a própria Drik já falou no Instagram que ainda há projetos em conjunto por vir.

Além disso, Drik Barbosa participou dos projetos “Poetas no Topo” e “Poetisas no Topo” também. Sobre o primeiro, ela fala sobre a importância de sua participação ao gravar com muitos rappers que eram grandes referências para ela. Já com o segundo, ela teve a chance de gravar com pessoas que compartilhavam de sua experiência feminina, que tiveram experiências parecidas com as suas.

Sonhando…

O álbum Drik Barbosa tem 11 faixas. Em uma delas, “Sonhando”, ela diz: “Sério, às vezes eu penso que eu sonhando”. Acompanhar a trajetória dela e as histórias do pai tentando não chegar no trabalho com os pés sujos de lama; até aqui em que ela fala sobre as diferentes marcas de tênis nos seus pés… Não é pelas marcas, não é sobre o poder de compra, mas por poder assistir o quão longe ela chegou e imaginar o quão longe ela ainda vai. Ah, vale lembrar que, além de sua carreira musical e na moda (ela tem uma coleção na Laboratório Fantasma), recentemente Drik também teve um lançamento no mundo dos games: além de lançar a faixa “Infalível”, que é trilha sonora do jogo “Mayara e Annabelle”, ela também tem uma personagem!

Ainda na faixa “Sonhando”, ela também cita várias outras vozes que são referência para a sua música, nos fazendo entender porque, em outra faixa, ela diz “não é à toa que liberdade é no feminino.” Mas quem são afinal essas mulheres? São elas: Gizza, Dina Di, Sharylaine, Rubia MC, Kmilla Cdd, Stefani, Cris MC, Atitude feminina e Negra Li. Não conhece ou quer saber um pouco mais de alguma delas? Fica por aqui!

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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