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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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Dentro das telinhas: Será que estamos caminhando para uma mudança no entretenimento?

A representatividade é um debate que vem ganhando espaço e algumas mudanças são perceptíveis, porém ainda falta um longo caminho

Como já foi debatido muitas vezes, o papel do negro dentro televisão brasileira é cercado de estereótipos racistas. Algumas mudanças pequenas estão acontecendo: atores pretos e pretas estão ganhando mais tempo de cena e até enredos mais aprofundados, porém ainda há muito a se conquistar, como séries e programas apresentados por negros, por exemplo.

A rede Globo é a maior emissora do país e foi somente no ano passado que ela produziu o primeiro especial de natal com uma família negra, o “Juntos a Magia Acontece”, em que Milton Gonçalves interpretou o Papai Noel. O programa recebeu muitos elogios e mostrou que é a hora de diversificar a programação.

Outro exemplo é a série Mister Brau, que traz o casal Taís Araújo e Lazáro Ramos como protagonistas. Com uma pegada mais voltada para a comédia, o programa retrata a vida do casal Michele, empresária e coreógrafa, e Brau, cantor popular. É claro que no decorrer dos episódios o tema racismo foi bem debatido e é necessário esse tipo de discussão, porém é sempre bom ter um programa que retrata a vida mais leve de um casal negro, que mostra o cotidiano, as conquistas, as risadas, as brigas de casal e milhões de outras situações normais que uma família passa.

Saindo da bolha nacional, existe outras ótimas opções de entretenimento com representatividade, como Black-Ish e sua série derivada Grow-Ish, Marlon, She’s Gotta Have It, Dear White People, Luther, Greenleaf, Scandal, How to Get Away with Murder, Queen Sono, Sangue e Água, as duas últimas são produções originais da África do Sul. Outro exemplo um pouco mais conhecido é Master of  One, que aborda o cotidiano de várias minorias e por aí vai.

Algumas produções nacionais são extremamente importantes por trazer protagonistas negros, porém ainda se estendem no contexto de criminalidade, como as séries: Irmandade, Impuros, Arcanjo Renegado, entre outras. Porém ainda falta a criação de conteúdo que foca mais no cotidiano, sobre temas gerais com pessoas negras.

É um avanço perceber que pretos e pretas estão ganhando espaços nas telinhas. Por enquanto, o que resta é aproveitar o conteúdo que está sendo produzido e batalhar por um mudança significativa dentro da mídia brasileira. 

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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