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terça-feira, 07 dezembro 2021
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Mostra Corpos Invisíveis: subjetividades e experiências coletivas negras e femininas

Conheça a Mostra Cultural Multiplataformas Corpos Invisíveis, que começa no dia 20 de março de 2021.

A Mostra Cultural Multiplataforma Corpos Invisíveis traz questões fundamentais para mulheres negras: multiplicidade e individualidade. As palavram parecem ser opostas, mas não são. O racismo e o patriarcado sobre os quais nossa sociedade foi construída faz com que o estereótipo a respeito de quem somos chegue antes de nossos corpos e/ou nossa existência. Lélia Gonzales já dizia sobre os lugares que ocupamos no imaginário brasileiro: mulata, doméstica e mãe preta.

Por isso é tão importante mostrarmos ao mundo, mas primeiramente mostrarmos a nós mesmas, que somos plurais. Que podemos ocupar lugares além daqueles que outros enxergam para nós ou por nós. Que existem milhares de características a nosso respeito, que somos complexas, humanas e merecemos ser respeitadas como tais.

Porém, ainda assim, quando achamos que o o mundo está começando, a passos lentos, a enxergar que podemos ser muitas, olhando pouca coisa mais fundo percebemos que ainda estamos longe de alcançar lugar para a nossa multiplicidade. Quem nunca ouviu a pergunta “Você prefere a Rihanna ou a Beyoncé?” Como se a gente só pudesse apreciar o trabalho de uma mulher negra. Ou ainda sites “hype” que dizem, por exemplo, que Lélia Gonzales foi a “nossa Angela Davis”.

Como se Angela não tivesse as suas próprias características e Lélia também. Como se, por serem escritoras negras, elas pudessem automaticamente ser colocadas na mesma caixinha, afinal, aprendeu sobre uma mulher negra, aprendeu sobre todas. E aí está a importância do respeito à individualidade. Luedji Luna diz: “Eu sou a minha própria embarcação. Sou minha própria sorte.” Eu gosto tanto dessa afirmação que até tatuei. Não quero soltar só um “é sobre isso”, como tem acontecido com bastante frequência nas redes sociais, mas acho que ela resume bem.

Margem Visual – Performance Periférica na Rede: Festival acontecerá pela internet

Corpos Invisíveis: subjetividades e experiências coletivas negras e femininas

Promovendo oficinas, debates, videoinstalações e exposições fotográficas, o evento Performance Negra Feminina e Vivência de Autocuidado Feminino da Mostra Multiplataforma “Corpos (In)visíveis: Entre a Dor e a Potência” acontece de modo virtual a partir do dia 20 de março e abordará as vivências e o conjunto de violências que mulheres negras sofrem no Brasil. As inscrições vão até o dia 21.

Seu objetivo é discutir as subjetividades, individualidades e experiências coletivas negras e femininas através de exposições fotográficas e de colagens, videoperformances artísticas, videoartes, depoimentos em vídeo, oficinas, lives e mesas de debate. 

Sob mediação da atriz e pesquisadora de performances negras femininas, Danielle Anatólio, a live, seguida de debate com o tema “Arte negra e ancestralidade”, abre a programação virtual, na segunda-feira, 22 de março, às 19h, com as participações das convidadas Sinara Rúbia e Simone Ricco, ambas educadoras étnico-raciais.

Com transmissão ao vivo pelo Facebook e no Youtube, o encontro abordará a importância da ancestralidade negra e feminina na arte produzida por mulheres, os temas e caminhos trilhados, o surgimento da representação feminina na cultura e na arte de matriz africana e o empretecer nos espaços da arte institucionalizada, midiática ou de audiência.

O que vai rolar na Mostra Corpos Invisíveis?


Pela quarta-feira do dia 24 de março, às 14h, acontece a oficina “Performance Negra feminina”. Para participar, basta se inscrever por meio do formulário disponível nas redes sociais Corpos Invisíveis: @invisiveis.corpos), entre os dias 14 e 21 de março. Online, a oficina, com 10 vagas, será pelo aplicativo Zoom. E, no dia 31 de março, às 14h, a oficina “Vivência de autocuidado feminino” encerra a programação virtual do evento. Com 15 vagas e transmissão também pelo aplicativo Zoom, a atividade será pelas redes sociais Corpos Invisíveis: @invisiveis.corpos). Ambas sob o comando da atriz Danielle Anatólio.


Na segunda-feira, 29 de março, às 19h, também sob a mediação da atriz Danielle, acontece a live com o tema “Corpo, autocuidado feminino e (in)visibilidades”, com as participações de Dandara Barbosa, escritora; e Caroline Amanda Borges, educadora menstrual e consultora em educação e saúde sexual. O bate-papo virtual discutirá as formas de rompimento dos estereótipos de subalternidade impostos sobre corpos negros, gordos e fora dos padrões definidos pela branquitude e pelo patriarcado, e o autoconhecimento e o autocuidado feminino como um caminho necessário para a cura de corpos negros.

PROGRAMAÇÃO ONLINE

ABERTURA
LIVE-DEBATE 
Segunda-feira (22) de março às 19h | Arte Negra e Ancestralidade | Com intérprete de Libras.
Convidadas: Sinara Rúbia e Simone Ricco
Mediação: Danielle Anatólio

Local: Transmissão ao vivo pelo Facebook

Qual a importância da ancestralidade negra e feminina na arte produzida por mulheres? Quais os temas e caminhos trilhados? Como se dá a representação feminina na cultura e na arte de matriz africana? Como empretecer os espaços da arte institucionalizada, midiática ou de audiência? Nesse debate, conversaremos com Sinara Rúbia e Simone Ricco, com mediação de Danielle Anatólio.


Segunda-feira (29) de março às 19h | Corpo, Autocuidado Feminino e (In)visibilidades | Com intérprete de Libras.
Convidadas: Dandara Barbosa e Caroline Amanda Borges
Mediação: Danielle Anatólio 


Local: Transmissão ao vivo pelo Facebook e no Youtube.

Como rompemos com estereótipos de subalternidade impostos sobre corpos negros, gordos e fora dos padrões definidos pela branquitude e pelo patriarcado? Autoconhecimento e autocuidado feminino é um caminho necessário para a cura de nossos corpos, subjetividades e corações, desde sempre conectados. E não haverá tempo para luta e resistência coletivas se nosso emocional está adoecido.

Vamos discutir autoestima e autocuidado a partir da ancestralidade africana e matriarcal e do pensamento decolonial afro diaspórico? Convidamos você para essa conversa com Dandara Barbosa e Caroline Amanda Borges, com mediação de Danielle Anatólio.

SOBRE AS CONVIDADAS


Danielle Anatólio é uma das convidadas da Mostra Corpos Invisíveis. (Foto: Acervo Corpos Invisíveis)

Danielle Anatólio 
É atriz, mineira, mestra em Artes Cênicas e pesquisadora de performances negras femininas. É idealizadora do CORPAS e TACULAS – Fórum de Performances de Mulheres Negras, RJ/MG, terapeuta Reiki, numeróloga e facilitadora de círculos de mulheres, trabalhando o protagonismo da mulher e o cuidado do corpo como resistência feminina. Militante das causas raciais, atuou em  diversos grupos e coordenou o GT de Mulheres Negras no Fórum de Performances Negras do RJ/2019. No cinema, participou de Corpos Invisíveis e Marielle, e da série Cinema de Enredo. Na Dança, tem formação pela Escola de Danças da Bahia – FUNCEB e participou do Curso de Danças Negras do Coletivo NegraAção/UFRJ.


Dandara Barbosa é uma das convidadas da Mostra Corpos Invisíveis. (Foto: Reprodução)

Dandara Barbosa
É co-idealizadora e organizadora do Wakanda in Madureira. Mãe e escritora. Através dos seus textos sobre raça e gordofobia vem trazendo uma outra perspectiva sobre autoestima e autorresponsabilidade de acordo com a espiritualidade africana.


Carolina Amanda Borges é uma das convidadas da Mostra Corpos Invisíveis. (Foto: Reprodução)

Caroline Amanda Borges
É mestranda em Filosofia PPGF-UFRJ. Educadora Menstrual, Terapeuta Sistêmica e Integrativa, e Consultora em Educação e Saúde Sexual. Fundadora da Yoni das Pretas, espaço virtual/presencial de acolhimento para mulheres e pessoas menstruantes. Inspirada pelo Afro Perspectivismo, como pesquisadora, tem atuado nas áreas das Humanidades, Comunicação e Direitos Humanos. Sua pesquisa central versa sobre Identidade, Família, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Saúde da População Negra, com ênfase na saúde das mulheres negras. Foi convidada pelo Programa Interdisciplinar de Gênero e Sexualidade da Tulane University para apresentar os resultados da sua pesquisa e atuação como Idealizadora e Terapeuta na Comunidade Virtual/Presencial Yoni Das Pretas. Seu último trabalho internacional, cujo título foi “Ontological assessments of African womans agency in Brazil”, foi apresentado na 31a Conferência Anual Internacional Cheikh Anta Diop, Filadélfia, PA 2019, através do Diopian Institute for Scholarly Advancement (DISA).

Sinara Rúbia é uma das convidadas da Mostra Corpos Invisíveis. (Foto: Acervo Corpos Invisíveis)

Sinara Rúbia
É educadora, contadora de histórias, pesquisadora em Literatura Infantojuvenil Negra e Griôs, assessora especial de políticas antirracista na SMC do Rio, escritora e mestranda em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/Rio.   


Simone Ricco é uma das convidadas da Mostra Corpos Invisíveis. (Foto: Acervo Corpos Invisíveis)

Simone Ricco
Simone Ricco é Mestre em Letras – Área Literaturas Africanas de Língua Portuguesa/Uff – e professora da SME/Projeto Diálogos 8º CRE. Leciona a disciplina Literaturas Africanas em Pós-graduações no IPN/Sta Úrsula, UCAM e Uff/ Literatura Infanto Juvenil. Articuladora cultural atuante em práticas afirmativas e antirracistas.  Como escritora, participa das antologias Vértice: escritas negras, Olhos de Azeviche 2, Respirar, a emergência é essa e Cadernos negros 43 – poemas (será lançado em 2021). No campo das afrovisualidades, integra a Coletiva Negras[fotos]grafias e a Coletiva Audiovisual Elekô, junto a qual co-criou o curta Elekô – vencedor do Festival 72 horas.

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Thais Senahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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