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domingo, 22 maio 2022
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“Sou grato por poder trabalhar com a lenda que é o Spike Lee na minha docussérie”, diz Colin Kaepernick ao anunciar nova produção da ESPN

O ano era 2020 e Colin Kaepernick já anunciava: estava há mais de mil e trezentos dias desempregado. Quer dizer, desempregado nos esportes porque no entretenimento, ele mesmo disse estar trabalhando cinco vezes por semana.

Se quase dois anos atrás Kaepernick já estava enfrentando dificuldades para conseguir um time, imagine o nível de dificuldade em 2022, depois que sua série, produzida por ninguém menos que a premiada cineasta Ava DuVernay, comparou a liga de futebol americano ao trabalho escravo.

Não que essa tenha sido a primeira vez que Colin tenha feito críticas ao esporte, afinal, foi assim que ele perdeu o emprego e chegou onde está agora. Ele teria inclusive movido uma ação contra a NFL legalmente, apesar de aparentemente ter chegado a um acordo pouco depois. Fato é que esta também não será a última vez que isso acontece.

Colin Kaepernick: “1.363 dias de emprego negado”

Colin Kaepernick, Spike Lee e ESPN

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A ESPN anunciou e tanto Colin quanto Spike Lee confirmaram que o cineasta trabalhará com o então jogador, hoje ativista – entre outras atividades – para produzir uma docussérie que conte sua história em primeira pessoa.

Esse inclusive é o grande diferencial da produção, caso você esteja se perguntando sobre a série lançada no final do ano passado na Netflix.

“Colin em Preto e Branco” conta a história da infância e adolescência do jogador, que é interpretado por Jaden Michael, e traz insights de Kaepernick ao longo de cada episódio.

Dessa vez, a produção promete trazer imagens nunca antes vistas do jogador, além de diversas entrevistas e acesso ao arquivo pessoal de Kaepernick que, vale lembrar, atingiu excelência não só no futebol americano.

Apesar de ainda não ter data de estreia, os dois já usaram suas redes sociais para celebrar mais essa conquista:

Não que seja preciso, já que Spike Lee já navegou por diferentes mares no mundo do cinema, mas vale lembrar que esta também não é sua primeira vez no mundo dos esportes: em 2009, o cineasta dirigiu o filme “Kobe Doin’ Work”, que retrata a destreza e a ética da estrela da NBA em um único jogo do Lakers contra o San Antonio Spurs.

Quanto a Colin Kaepernick, apesar de não atuar mais nos esportes desde 2016, ele está longe de estar parado. Além de seus recentes envolvimentos com o entretenimento, o ex-jogador fundou, em 2019, a “Kaepernick Publishing”, uma editora que tem como objetivo “elevar uma nova geração de escritores com vozes e visões diversas através da criação de trabalhos poderosos de todos os gêneros que possam construir um mundo melhor e mais justo”.

Em ações um pouco mais pontuais, Kaepernick também se junta neste final de semana a Ben&Jerry para questionar os investimentos feitos a departamentos policiais de Los Angeles.

Negros são duas vezes mais agredidos por policiais e seguranças particulares

Em outdoors espalhados pela cidade, a parceria nos convida a reflexões como:

  • Já imaginou se as políticas de aplicação das leis que, hoje, se fossem um país, seriam o terceiro maior orçamento militar no planeta, fossem na verdade investidas na comunidade?
  • Los Angeles gasta 1 milhão de dólares no desenvolvimento da juventude enquanto gasta 1,7 bilhão com a polícia. Não seria hora de mudar nossas prioridades?
  • A California gasta mais ou menos 100 mil dólares por ano para manter alguém aprisionado. Isso é quatro vezes mais do que o valor gasto para educar um cidadão. Já pensou no mundo que a gene poderia construir se a gente investisse em nossas comunidades?

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Thais Senahttps://todosnegrosdomundo.com.br
Sou professora de inglês, formada em Comércio Exterior, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de São Paulo e parte do grupo de Pesquisa Laroyê - Culturas Infantis e Pedagogias Descolonizadoras. Já atuei como professora voluntária e em projetos populares, fez formação em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Britânico e há 6 anos atua também na Ebony English, que ensina inglês com cultura negra.
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