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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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Coletivo 217: A culinária também salva

Em Diadema, na Grande São Paulo, o Coletivo 217 é resistência. Mesmo com desmonte da Secretaria Municipal de Cultura, eles continuaram produzindo e fundaram o grupo.

A história desta iniciativa é o tema do nono episódio da série da Ponte em parceria com a Todos os Negros do Mundo, Cultura de Periferia em Tempos de Pandemia, apresentada pela artivista Stephanie Catarino. Todos os episódios estão disponíveis no Youtube. Além disso, são transmitidos pela Rede TVT.

O projeto se tornou ponto de referência da cultura independente na região. De acordo com Luiz Land, um dos responsáveis pelo espaço, o coletivo surgiu da união.

Artistas, músicos, produtores culturais e artistas plásticos se juntaram para buscar direitos, por isso o local se tornou um ponto ideal para a cultura. Mas não para por aí: com o passar o tempo, o ateliê passou a promover festas, exposições e oficinas de dança. Além disso, a casa também abriga um restaurante vegano que colabora na manutenção financeira.

“Antes da pandemia, tínhamos uma média de uns 15 eventos mensais com os artistas. Seja discotecagem, apresentação musical, cineclube, sarau, sempre a gente procurava contemplar o máximo de artistas possível na casa”, afirma Luiz.

Coletivo Coletores traz vida e arte para a cidade

O Coletivo 217 e a pandemia

O impacto foi sentido nitidamente pelo coletivo. Como a maior parte da renda era dos eventos, com as restrições, ficou difícil de manter tudo em dia, mas o grupo não desistiu. “Foi um choque no início. Ficamos um tempo fechados, mas chegou uma hora que tivemos que colocar o restaurante como linha de frente e voltar.”

Feijoada do restaurante do Coletivo 217
Feijoada do restaurante do Coletivo 217 | Foto: Facebook

Além disso, o grupo também realiza apresentações e programas online. Atualmente, o restaurante funciona com delivery e retirada. Ainda assim, Luiz relata as dificuldades para os artistas independentes e como o contato faz falta.

“Poucos estão conseguindo se virar e gerar uma renda através da arte. Acredito que por um bom tempo não vamos ter essa tranquilidade de fazer os eventos da forma que a gente fazia. Então vai ser algo híbrido.”

No momento, o coletivo conta com o projeto Rede Coletiva de Apoio para se manter na ativa. Mas é claro que a culinária do restaurante também salva as questões financeiras, além de ser uma forma de arte.

Para acompanhar o trabalho do grupo, fique atento ao Facebook e Instagram.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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