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sexta-feira, 01 julho 2022
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Clarín Cia de Dança apresenta o premiado “ou 9 ou 80” em espaços culturais de São Paulo

Eleito o melhor espetáculo de dança presencial de 2021 pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes, o espetáculo que é embalado pelo funk, transita pelas transformações do movimento até o surgimento do passinho, retratando a vida de pessoas que dançam nas periferias.

Nos próximos dias, a Clarín Cia de Dança realiza apresentações gratuitas na cidade de São Paulo do espetáculo “ou 9 ou 80”, que recentemente foi eleito pelo Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes – como Melhor Espetáculo de Dança presencial de 2021.

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Nos dias 26 e 27 de maio, às 19h, as apresentações acontecem no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo, como parte da temporada de circulação do projeto “OU 9 OU 80”, contemplado pelo PROAC EXPRESSO EDITAIS Nº 05/2021 – Circulação de espetáculos de Dança, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

Este espetáculo também realizará uma apresentação pelo Circuito Municipal de Cultura, no dia 22 de maio, às 20h, na Casa de Cultura M’Boi Mirim.

Celebrando a cultura do funk e passando por suas transformações, desde que surgiu como movimento até a chegada do atual passinho, “ou 9 ou 80” reflete sobre como os movimentos culturais periféricos retratam o que vivem, com letras que abordam temas comuns cotidianos, com suas revoltas, abismos sociais, desesperança, mas também vontades, alegria e muita criatividade.  

O espetáculo traça um paralelo entre São Paulo e Rio de Janeiro, ao abordar as 9 mortes em um baile funk em Paraisópolis – SP e os 80 tiros no carro de uma família em Guadalupe – RJ, que resultaram na morte de um homem. Acontecimentos que são reflexos de ações desastrosas da Polícia Militar, tratamento comum dado às populações das grandes periferias. 

Embalado pelas letras do funk para narrar essa história, “ou 9 ou 80” leva ao palco as vidas dos dançarinos das periferias dessas duas cidades, apresentando as dificuldades na vida de tantos jovens que sofrem diariamente com o racismo, a homofobia, a desigualdade social, e demonstra que, mesmo com tantos obstáculos, essas pessoas encontram nesses acontecimentos, lugares de inspiração e motivação para seguir na luta diária de viver, e viver da arte e da dança.

“A montagem aponta a necessidade do desenvolvimento humano em busca da felicidade contada através das letras do funk e dos corpos dos dançarinos. É um espetáculo que busca reverberar a dança urbana no coração de cada um, e mesmo com todas as dificuldades, celebrar a beleza da vida”, comenta Kelson Barros, que assina a direção artística.

A Clarín Cia. de Dança caracteriza-se pelo trabalho de investigação corporal no universo da dança popular, num viés contemporâneo, buscando uma reflexão do povo para o povo. A pesquisa que foi iniciada com a movimentação dos orixás das religiões de matriz africana, passou pela liberdade do “amor” um  tema universal e popular, pela contemporaneidade do Passinho e o ritmo do funk, e pela espiritualidade e ritualística envolvida na manifestação popular do Bumba-Meu-Boi maranhense.

A Clarín Cia de Dança, que tem à frente o diretor, bailarino e coreógrafo Kelson Barros, nascido no interior do estado do Maranhão, é um grupo formado por artistas com vivências na capoeira, breaking, ballet e danças brasileiras, que foi criado em 2009, dando continuidade às propostas do “Núcleo de Pesquisa Igi Ara”, se dedicando atualmente à pesquisa com as danças populares do Brasil.

Kelson Barros, que possui em sua trajetória passagens pelo “Balé Folclórico de São Paulo – Abaçaí”, “Corpo de Baile Jovem do Teatro Municipal de São Paulo” e comissões de frente de diversas escolas de samba de São Paulo, atualmente é coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Colorado do Brás, curador e produtor de Festivais e Companhias de dança.

Como produtor atuou com a J.Gar.Cia de Dança Contemporânea, Cia. Mariana Muniz, Coletivo Shop Sui e Grupo Zumb.boys. Atualmente produz o Grupo Gumboot Dance Brasil, Trupe Benkady e Trupé Cia de Artes, com os quais foi premiado com Fomento à Dança, ProAc Cultura Negra e Circulação.

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Vinícius Gonçalves
Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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