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quarta-feira, 01 dezembro 2021
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Barroso lança seu novo álbum “Vendo Sonhos”

Barroso escolheu o dia da Consciência Negra para lançar uma obra cheia de impacto. “Vendo Sonhos” já está disponível nas plataformas digitais.

É difícil se imaginar sem música, afinal ela é aquilo que dá ritmo e sentido a vida. Buscando trazer sensações inéditas, o músico Barroso lança o álbum “Vendo Sonhos”. A composição dessa obra traz diversas simbologias e resgata a música do povo preto. Por isso, a escolha da data de lançamento não poderia ser outra. Além disso, o dia da Consciência Negra é pra mostrar a potencia do talento dos negros e negras. O álbum foi produzido pela produtora e selo independente Orelha Muda em parceria com Vicente Pizzutiello e a participação de sua mãe, Lone Barroso e suas avós.

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Barroso trouxe temas relevantes para a musica, como a marginalidades, igualdade, cotidiano, sabedorias maternas, questionamentos existenciais, amor, LGBTfobia, machismo, xenofobia e misoginia.  Todos esses questionamentos misturados com o bom ritmo são responsáveis por uma provação social mais que necessária. O jovem artista, de apenas 23 anos, vive e respira a arte, afinal é cantor, compositor, poeta e ator. Atualmente integra o elenco da série Aruanas.

Os trabalhos não param. Ele também está no elenco da série infanto-juvenil da Discovery Kids, Novo Mundo Zoo, e participou do longa Vale Night, dirigido por Luis Pinheiro. Além disso, neste ano de 2020, atuou na série “No Fim Eu Tava Sozinha”, criada e produzida 100% à distância exclusivamente para o Instagram.

E da onde vem tanta inspiração?

Capa do álbum "Vendo Sonhos"

Nascido e criado na periferia de São Paulo, Barroso sempre teve contado com a música por meio do seu avô. Foi assim que aprendeu a usar sua voz com toda força para contar histórias, sempre pensando no coletivo. “A pluralidade do indivíduo, sua divindade e desconstrução. É sobre nós”.  Afirma o cantor.  A carreira musical começou em 2017 com o lançamento do EP Acústico Enclausurado. Barroso também participou no EP Tragicomédia Tropical (2018), do cantor Andô, e no álbum Alphaleonis (2020), da cantora Malú Lomando.

Já deu pra perceber que Barroso é arte, mas como foi o processo criativo de um álbum tão complexo como o “Vendo Sonhos”?  Essa é fácil, a obra se baseia em histórias reais e nos sentimentos traduzidos em sons. O artista mergulhou nas histórias contadas pelos moradores e passantes do Fluxo em São Paulo, apelidado de Cracolândia. Levando os questionamentos sobre o que é amor e o que é liberdade.

Além disso, o poema “Morte e Vida Severina”, escrito pelo pernambucano João Cabral de Melo Neto, teve grande influência na composição de Barroso.  “O poema simboliza pra mim esse lugar de retirante de si mesmo que todes somos. O tempo inteiro nos cobramos em sermos melhores, conquistar objetivos, buscar um estado de paz, viver bem. Eu sigo nesse lugar de querer ser alguém melhor para mim, para o outro, para o mundo”, explica Barroso. É possível encontrar os trechos da obra de João Cabral faixas do disco: The Big Bang Theory e Coisas Mais; Não Tenho Medo de Terra e Somos Muites Severines.

“Vendo Sonhos”

Claro que as artes cênicas não poderiam fixar de fora das inspirações do cantor, já que também faz parte de sua vida. “Vendo Sonhos” é uma narrativa distópica pensada em 4 atos que se intercalam nas 13 faixas musicais. A história é contada por meio de quatro tópicos essenciais, sendo eles: origem, amor, coragem e sabedoria. “Esse é um trabalho oferecido para a sociedade revisitar suas questões e se sensibilizar para o que é mais urgente. Quanto mais nos atentarmos à origem das coisas, mais poderemos ser pessoas conscientes e responsáveis. Só assim será possível enxergar o amor como um ímpeto natural da existência, a coragem como impulso para agir com o coração e a sabedoria como nosso único tesouro”, diz Barroso.

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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