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domingo, 05 dezembro 2021
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As vivências negras ainda são pautas para o protagonismo branco

Algumas produções audiovisuais gostam de contar as histórias dos negros e debater sobre o racismo, mas isso ainda não traz a representatividade necessária.

Recentemente foi lançado na Globoplay o documentário “Dentro da minha pele”, que aborda a questão racial no Brasil com foco em nove personagens reais: o médico Estefânio Neto, a modelo-performer Rosa Rosa, os estudantes universitários Wellison Ferreira e Jennifer Andrade, a funcionária pública e ativista trans Neon Cunha, a trabalhadora doméstica Neide de Sousa, a corretora de imóveis Marcia Gazza, e o casal formado pela professora Daniela dos Santos e pelo garçom Cleber dos Santos.

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O filme intercala entre as entrevistas com os personagens e alguns pensadores contemporâneos, como a psicóloga Cida Bento, a escritora Cidinha da Silva, a arquiteta Joice Berth, o dramaturgo e pesquisador José Fernando de Azevedo e a filósofa Sueli Carneiro, além de trazer o ponto de vista de cientistas sociais brancos antirracistas, sendo eles: Jessé Souza, sociólogo, Lia Vainer Schucman, psicóloga e Adilson Paes, Tenente-coronel da Polícia Militar.

Dentro do próprio documentário são pontuadas críticas referentes a direção do filme, afinal Toni Venturi é um homem branco e, por mais consciente que seja, ainda retrata a temática racial de um jeito que já vimos antes, pois em qualquer busca rápida é possível achar inúmeras produções com este tema. Quando se filtra a busca com diretores negros, toda aquela variedade se esvai e sobram apenas alguns, mesmo que Toni saiba muito bem como usar a sua branquitude no filme e que dê espaço para a estreia da codiretora Val Gomes, socióloga de descendência indígena e negra, ainda se trata de um protagonismo branco. 

Por mais importante que seja discutir o racismo e ouvir histórias, também é preciso apreciar as obras dos produtores negros, entender a vivência e saber que preto tem propriedade para falar de racismo, mas não é só isso que nos define. A influenciadora e youtuber Nátaly Neri lançou em 2018 o documentário “Negritudes Brasileiras” que aborda o que é ser negro no Brasil e é produzido por uma equipe preta. Para conferir basta acessar o link:

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Maria Angélicahttp://www.todosnegrosdomundo.com.br
Tenho 22 anos, sou nascida e criada no litoral, caiçara com muito orgulho. Além disso, também sou formada em Comunicação Social - Jornalismo. Sempre me encantei com o poder das palavras e por isso sinto que o jornalismo me escolheu, durante a minha breve trajetória profissional tive a oportunidade de contar histórias lindas e é o que pretendo continuar fazendo.
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