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segunda-feira, 15 agosto 2022
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AmarElo recebe o prêmio de Álbum do Ano

Além de ser indicado a prêmios internacionais, o álbum AmarElo, de Emicida, recebeu o Prêmio Multishow de Álbum do Ano.

Pessoas sobre as quais eu sou suspeita pra falar: minha mãe, meus irmãos, Beyoncé, Alicia Keys e Emicida. Neste último, qualquer coisinha é suficiente. O Emicida fala “A” e eu já tô “que homem, falou tudo, essa é a mensagem!” Ah, tem o MC Marechal também. Mas ele é mais reservado, vira e mexe some das redes sociais… E hoje estamos aqui pra falar do Emicida mesmo. Porque ele ganhou o Prêmio Multishow de Álbum do Ano com AmarElo!

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Pabllo Vittar, Majur e Emicida. (Foto: Reprodução)

AmarElo

O álbum AmarElo foi lançado em outubro de 2019 e foi ovacionado pela crítica. Antes disso, ele tinha feito um álbum ao vivo em comemoração aos 10 Anos de Triunfo, a música que mudou sua carreira e o introduziu à cena do rap nacional, além das rinhas dos MCs. E, antes disso, seu último álbum tinha sido “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, de 2015.

álbum de 2015 já tinha etras de fazer a gente sentar no chão e chorar, como “Chapa” (coisa que eu faço toda vez que eu escuto mesmo). Ou “Mãe”. E já tinha a fofura da faixa “Amoras”. Mas também tinha “Boa Esperança” e “Mandume” e a gente se concentrou muito nisso. Foi um álbum necessário. Eu vou a todos os shows possíveis do Emicida e desde que esse álbum foi lançado não me lembro de uma vez em que ele não cantou “Mandume”. Parece que aquele é o nosso momento no show. Da letra ao Rico Dalasam, a Drik Barbosa, tudo parece falar com a gente. Parece ter sido feita pra cada um de nós. Porque a gente sente raiva. Mas a gente também pode e sente outras coisas, né? E é aí que entra AmarElo.

A calma como combustível

AmarElo tem letras calmas, mas profundamente reflexivas. Nem sei se eu deveria usar “mas” porque uma coisa não está dissociada da outra. O próprio Emicida diz que seu objetivo é trazer calma pras pessoas, mas não no sentido de não agir. No sentido de justamente te fazer refletir, tomar decisões pensadas, examinar o ambiente, o contexto e, principalmente, as pessoas ao seu redor. Enxergar as pessoas. Então desde a faixa “AmarElo”, que foi lançado antes do álbum, à “9nha”, ou ainda “Principia”, é pra parar e pensar mesmo. Pensar muito. Sentir muito. E saber que tá tudo bem sentir muito.

Desde então, o Emicida tem tido mais evidência na mídia. Isso já mudou, na verdade, quando ele passou a integrar o time de Papo de Segunda, né? E ele se tornou mais ativo nas redes sociais também (das quais ele nem é muito fã) desde que a pandemia começou. Tem live pra ler pras crianças, tem live de 8 horas no YouTube, tem live de bate-papo com o Fióti… Enfim, temos tido mais oportunidades de ouvir os sermões dele que tem feito história na música nacional e internacional também. Este ano, ele foi indicado ao Grammy Latino, por exemplo. E ao Prêmio Multishow também, que aconteceu ontem à noite, e do qual AmarElo saiu premiado como “Álbum do Ano”.

Em suas redes sociais, Emicida mencionou Mário de Andrade: “Nós temos que dar uma alma ao Brasil, e para isso todo sacrifício é grandioso, é sublime. E nos dá felicidade.” E conclui dizendo: “A Arte importa.” Importa mesmo. Obrigada, Emicida.

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