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quarta-feira, 08 dezembro 2021
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Ama Qamata diz: “muitas pessoas estão decepcionadas ao ver, que, bem, as crianças africanas não vão à escola com leões”

Em entrevista para a revista Elle, Ama Qamata falou sobre sua carreira. Há um momento marcante: o ensaio para a revista Cosmopolitan South Africa, que seria estrelado por Pearl Thusi, atriz que faz o papel principal de Queen Sono, primeira série africana produzida pela Netflix. Ao ser convidada para a capa da revista, a estrela fez questão de levar outras artistas em ascensão junto com ela.

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A revista concordou e Thusi escolheu a dedo quem deveria acompanhá-la no ensaio, que traria todas as estrelas usando trajes de festa com tule e tênis. Ama Qamata era a mais nova de todas. Aos 21 anos, ela estava prestes a estrear na segunda série africana produzida pela Netflix e, embora o lançamento ainda fosse levar alguns meses, ela se lembra de ouvir de Thuli: “Você vai ser o futuro” e “estou passando o bastão para você”.

Ama Qamata diz que, desde criança, sempre gostou de atenção e que seus familiares diziam já saber desde então que ela teria alguma relação com o entretenimento. A atriz cresceu em Joanesburgo, mas se mudou para Cala quando tinha 3 anos. Depois disso, se mudou para a Cidade do Cabo para fazer faculdade, de onde enviou uma gravação caseira para os diretores de elenco de Blood and Water. Ela já tinha feito outros papeis em algumas séries, mas sabia do peso de uma série de estreia global na Netflix. Então, quando recebeu um e-mail pedindo para que fosse até Joanesburgo, não pensou duas vezes e marcou dois voos: um até Joanesburgo, para a audição, e um voo imediato de volta para a Cidade do Cabo, para conseguir assistir a aula na faculdade.

Por fim, recebeu o papel. A série tem um enredo diverso: fala sobre dramas amorosos adolescentes, questões emblemáticas como o foco das escolas em culturas americanas e europeias ao invés de abordar a multiplicidade africana e, principalmente, o drama vivido pela família Khumalo, do qual seu personagem, Puleng, faz parte, ao ter o pai preso em frente à sua escola, acusado de vender a própria filha há 17 anos. Sobre seu personagem, Qamala diz que foi cativada desde o início: “Eu a acho tão obstinada e motivada. E amo o fato de esta série ser a primeira do gênero na África. Tenho visto muita empolgação por isso nos Estados Unidos, ao ver jovens negros serem representados nessa categoria.

A estrela também diz gostar muito do envolvimento da língua ao longo dos episódios, incluindo várias das 11 línguas oficiais da África do Sul, a desigualdade, mas também a beleza da Cidadedo Cabo: “As pessoas têm uma certa visão sobre como é a Africa e tenho certeza de que muitas pessoas estão decepcionadas ao ver que, bem, as crianças africanas não vão à escola com leões.”

Qamala diz estar ansiosa para saber com quem Phuleng fica na segunda temporada, mas o que mais aguarda que a série é maior que isso, como o o motivo por trás de esta ser apenas a segunda produção africana na Netflix, que é a perspectiva ocidental a respeito do continente. Ela diz: “Na África do Sul, não é incomum que alguém do meu tom de pele seja protagonista de uma série”.

E continua: “Me surpreendi ao descobri que essa é uma questão global. Mas me senti tipo ‘bom, fico feliz de poder ser parte de algo desse tipo’. Para que outras garotas possam me olhar e saber que é possivel. É uma honra enorme.”

Via: Elle

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Vinícius Gonçalves
Geminiano, viciado em tecnologia, filmes de terror e cinema.
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