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sábado, 28 março 2020
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Afropunk Festival: ativismo, representatividade e cultura negra em Nova Iorque

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Fotos: Cris Guterres

 

Afropunk Festival: ativismo, representatividade e cultura negra em Nova Iorque

“Você não precisa ser um homem para lutar pela liberdade. Tudo o que você precisa fazer é ser inteligente”. Frase de Malcon X exibida durante o Afropunk Festival

Texto e Fotos: Cris Guterres

 

Nova Iorque balançou no último final de semana com mais uma edição do Afropunk Festival. No palco, shows de artistas negros como Solange, May Gray, Soul II Soul, Gary Clark Jr. Willow Smith, Anderson.Paak & The Free Nationals, Thundercat e SZA.

Engana-se quem conhece o Afropunk Festival e imagina que seja só um evento de música. Na verdade, é um dos maiores festivais de cultura negra do mundo. Mas o que faz do Afropunk um festival especial é o seu compromisso em ser um transformador social através da música, da arte e da moda.

Nos telões instalados ao lado do palco principal, entre uma apresentação e outra, eram exibidas frases de líderes negros. As palavras de liberdade de James Baldwin e MalconX sendo transmitidas para milhares de pessoas. São mensagens que conversam com a missão do festival, promover a liberdade. Permitir que as pessoas se sintam livres e respeitadas.

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O Afropunk tem uma bandeira social e todas as suas ações vão de acordo com o respeito mutuo e contra o ódio de todas as formas. Por toda a parte é possível encontrar as frases que compõem o compromisso do festival. Não ao racimo, a homofobia, ao sexismo, a gordofobia e a transfobia. Essa mensagem de respeito e amor ao outro está nas instalações artísticas que enfeitam o Commodore Barry Park, local onde acontece a festa, está nos discursos que antecedem as apresentações musicas, está nas roupas e no comportamento das pessoas. Spring Flower trouxe a filha Kelly, “é a minha segunda vez e trouxe minha filha porque isto representa o amor e a unidade do povo preto. As pessoas aqui me fazem feliz”.

Estar presente num festival afropunk é assistir a reverência à beleza negra e às influencias africanas. Em cada cabelo crespo, em cada sorriso negro, em cada desenho dos tecidos africanos exibidos por todos os lados, existe um orgulho em ser negro e estar ali celebrando a beleza do negro.

 

Veja essa incrível galerias de fotos.

 

17309818_10209186447761537_2176916917756510538_nCris Guterres é mulher negra, leonina, sonhadora e mochileira. Jornalista e entrevistadora do TNM nas horas vagas.

 

 

 

 

 

 

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